Minutos depois de assassinar a ex-companheira a facadas, o agressor ainda acreditava que ela pudesse ouvi-lo — e usou o celular da vítima para disparar uma sequência de áudios com ameaças ainda mais brutais. “Sua mãe é a próxima”, disse, ampliando o terror mesmo após o feminicídio. As informações são do Correio Braziliense.
Bruna Stephanie Freitas Brandão, de 36 anos, foi morta na noite da última sexta-feira (4), no Riacho Fundo, no Distrito Federal. O autor do crime, Elenilton Pereira Bezerra, também de 36 anos, atacou a vítima na frente do filho do casal, de apenas 2 anos.
Nos áudios enviados após o crime, o homem mistura acusações, ameaças e xingamentos. Em uma das mensagens, afirma que estava sendo alvo de uma suposta armação. Em outra, direciona o ódio à ex-sogra, ameaçando matá-la caso não encontrasse a ex-companheira. “Pode cavar um túmulo para você, para sua mãe e para esse corno”, diz em tom agressivo.
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Após o ataque, Bruna chegou a ser socorrida e levada a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos. O agressor fugiu, mas foi localizado pouco tempo depois por policiais militares, próximo ao viaduto de Samambaia, enquanto caminhava com uma mochila.
Segundo a Polícia Civil, Elenilton já acumulava passagens por homicídio, lesão corporal com base na Lei Maria da Penha, ameaças e descumprimento de medida protetiva. Para o delegado responsável pelo caso, trata-se de um homem com “perfil bastante violento”.
Com informações do Correio Braziliense
