A pequena aldeia de Chaglla, no Peru, está em luto. Marcelino Abad Tolentino, conhecido carinhosamente como Mashico, faleceu enquanto dormia em um lar de idosos na última segunda-feira (30/03).
Nascido, segundo seus relatos, em 5 de abril de 1900, ele estava a menos de uma semana de completar impressionantes 126 anos.
Uma Vida de Simplicidade e Trabalho
Mashico foi “descoberto” pelo governo peruano apenas durante a pandemia de Covid-19. Até então, ele vivia em extrema pobreza e nunca havia tido um documento de identidade oficial. Órfão desde cedo, trabalhou como pedreiro e agricultor durante toda a vida, nunca se casou e não deixou filhos.
“Vivi em meio à tranquilidade da flora e da fauna de Huánuco”, dizia o governo sobre a longevidade do idoso, que creditava sua saúde a uma dieta rica em frutas, carne de cordeiro e ao hábito de mastigar folhas de coca.
Com informações do Metrópoles.
O Impasse do Guinness Book
Embora o governo peruano o tenha celebrado como o homem mais velho do mundo, a marca nunca foi oficializada pelo Guinness Book of Records. A ausência de uma certidão de nascimento original dificultou a verificação formal, mantendo o recorde oficial com o brasileiro João Marinho Neto, de 113 anos.
Ranking Atual da Longevidade (2026):
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Homem mais velho (Oficial): João Marinho Neto (Brasil) – 113 anos.
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Pessoa mais velha viva (Oficial): Ethel Caterham (Reino Unido) – 116 anos.
O Legado de Mashico
Após sofrer um acidente no quadril que o deixou em uma cadeira de rodas, Mashico passou seus últimos anos sob cuidados estatais no programa Pensão 65. Sua história tornou-se um símbolo da importância do registro civil e do cuidado com a população idosa em regiões remotas da América Latina.
