Em depoimento à PF (Polícia Federal) no final de dezembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro confirmou que o plano de negócio do Banco Master era 100% baseado no FGC (Fundo Garantidor de Créditos). O dono da instituição, entretanto, defendeu de que não havia “nada de errado nisso”.
“O plano de negócio do Banco Master era 100% baseado no FGC e não havia nada de errado nisso, essa era a regra do jogo. E após a gente começar e começar a crescer, muda-se a regra do jogo”, disse Vorcaro no depoimento.
A função deste fundo é garantir a segurança de correntistas e investidores caso ocorra algum problema com o banco, assegurando a recuperação de depósitos e créditos realizados na instituição.
Ainda durante a oitiva, conforme transcrição de depoimento obtido pela CNN Brasil, o banqueiro disse que a negociação em torno da tentativa de venda do Banco Master ao BRB (Banco de Brasília) foi construída “tecnicamente dentro do Banco Central”.
Vorcaro foi preso pela PF em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando embarcaria para Dubai para fechar negócios. Após a prisão, ele foi encaminhado para uma cela na superintendência da PF.
No mesmo dia, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, na esteira de investigações da Polícia Federal envolvendo emissões de títulos e suspeitas na gestão da instituição.

