A Seleção Italiana atingiu o fundo do poço. Na manhã desta sexta-feira (03/04), Gennaro Gattuso entregou o cargo de treinador, encerrando uma passagem de apenas nove meses.
O anúncio é o golpe final em uma semana catastrófica que começou com a eliminação para a Bósnia na repescagem, confirmando que a tetracampeã mundial ficará de fora de sua terceira Copa consecutiva (2018, 2022 e 2026).
Debandada Geral
Gattuso não sai sozinho. A renúncia do técnico acompanha um “efeito dominó” que desmantelou a cúpula do futebol italiano em menos de 48 horas:
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Gabriele Gravina: Renunciou à presidência da FIGC.
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Gianluigi Buffon: Deixou o cargo de chefe de delegação.
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Gennaro Gattuso: Abriu mão do comando técnico por “não alcançar o objetivo”.
“A camisa da Azzurra é a coisa mais preciosa do futebol e, por isso, é justo que eu abra caminho imediatamente”, declarou Gattuso em nota oficial, demonstrando o peso da responsabilidade pelo fracasso histórico.
Com informações do Metrópoles.
O Jejum Continental
A Itália não disputa uma partida de Copa do Mundo desde 2014, quando caiu ainda na fase de grupos no Brasil. O hiato, que completará 12 anos em 2026, é um fardo pesado para uma geração que viu o brilho da Euro 2020 ser ofuscado por sucessivas quedas em repescagens mundiais.
Quem assume o caos?
Com a saída de Gattuso, os rumores na imprensa europeia apontam para um sonho ambicioso: a contratação de Pep Guardiola. No entanto, sem comando federativo e com a moral no chão, o caminho para a reconstrução do futebol italiano parece longo e incerto.
