A edição da Expoacre consolidou-se como um marco na movimentação econômica e no fortalecimento do setor privado no estado. Em entrevista ao Em Cena, o podcast do ContilNet, o secretário da Casa Civil, Cristovam Moura, apresentou o balanço do evento, ressaltando a estratégia adotada pelo Poder Executivo de transferir o protagonismo da feira para a iniciativa privada, mantendo o Estado no suporte estrutural e na organização dos bastidores.
Segundo o gestor, a orientação principal buscou dar visibilidade aos empreendedores locais e reduzir custos públicos, abarcando desde o pequeno agricultor até grandes indústrias e o setor cultural.
“A governadora tomou uma decisão que foi importante para reduzir os custos também da Expoacre e para abrir espaço pro privado, né, pros empreendimentos privados. Mas, ao mesmo tempo, o que ela diz é muito importante: não é retirar o Estado da feira, é dar o protagonismo às pessoas. O Estado ficou na feira, trabalhou na feira, mas nos bastidores, organizando, dando estrutura, e quem aparece são os empreendimentos”, explicou Cristovam.

Cristovam durante entrevista ao Em Cena | Foto: ContilNet
A logística de atendimento para os shows nacionais e para o acesso ao parque foi dimensionada para garantir conforto ao público, especialmente durante a troca dos ingressos solidários, permitindo que a população participasse sem enfrentar longas filas.
“Tomamos a decisão de colocar tendas na frente do Palácio Rio Branco, compartimentado. Tivemos mais de 70 pessoas para atender, com atendimento das 8h às 20h. A pessoa que trabalha o dia inteiro pôde sair do trabalho e fazer a troca do ingresso sem pegar fila, pegar o ingresso que queria e ir para casa”, destacou.
Os números de público confirmaram o alcance do evento. De acordo com o chefe da Casa Civil, picos de público e uma presença massiva ao longo de toda a programação marcaram a edição.
“Tivemos picos no dia do show do Wesley Safadão, na quarta-feira, de 51 mil pessoas no parque. Tivemos quase 400 mil pessoas circulando em todos os dias da feira, isso sem contar a cavalgada. Então, assim, um grande sucesso de público, sem incidentes de segurança”, afirmou.
Por fim, o secretário enfatizou o impacto direto da Expoacre na economia do estado, argumentando que a movimentação do evento vai além dos negócios fechados no parque e injeta capital no comércio, na rede hoteleira e no setor de serviços em um período de desaceleração sazonal.
“A feira não é apenas lá dentro, a feira ocorre na cidade inteira, porque você tem movimentação na hotelaria, nos restaurantes, nos salões de beleza, nas lojas, no comércio. Os lojistas aproveitam bem o evento porque essa época, entre julho e agosto, é meio de recesso econômico. A feira vem para dar essa aquecida no comércio, fazendo girar a economia num período em que há uma recessãozinha econômica natural”, concluiu o secretário.
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