A Polícia Civil de Cruzeiro do Sul concluiu que não houve sequestro no caso envolvendo a adolescente que foi dada como desaparecida na última segunda-feira (3). A informação foi confirmada pelo delegado Vinícius Almeida, responsável pela investigação, que explicou que a jovem passou o dia e a noite na casa do namorado e inventou a versão do crime ao ser localizada.
Segundo o delegado, a família registrou o desaparecimento após a adolescente sair de casa para ir à escola e não retornar. Ao ser encontrada e levada à delegacia acompanhada dos pais, a jovem afirmou inicialmente que havia sido abordada por um homem encapuzado que desceu de um carro preto, a obrigou a entrar no veículo e a ingerir uma bebida que a teria deixado desacordada.
“Na verdade, não houve sequestro. O que aconteceu é que essa garota passou o dia e a noite na casa de um namorado. A família, sem notícias dela, registrou a ocorrência e nós iniciamos toda a investigação”, explicou o delegado.
Diante da gravidade do relato, a Polícia Civil mobilizou equipes para levantar imagens de câmeras de segurança, ouvir testemunhas e reconstruir o trajeto percorrido pela adolescente.
As investigações tomaram outro rumo quando a mãe do adolescente procurou espontaneamente a delegacia após reconhecer a jovem em publicações nas redes sociais.
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“Ela informou que a garota estava na casa dela. O rapaz também compareceu à delegacia, apresentou conversas mantidas com a adolescente e esclareceu que ela havia pedido para que ele fosse buscá-la. O carro preto citado era, na verdade, um veículo de aplicativo utilizado pelos dois”, detalhou Vinícius Almeida.
Após ser novamente ouvida na presença da mãe, a adolescente admitiu que não havia sido vítima de sequestro e confirmou que permaneceu voluntariamente na residência do namorado durante o período em que era considerada desaparecida.
Mesmo com o desfecho do caso, o delegado ressaltou que toda denúncia dessa natureza precisa ser tratada com seriedade.
“A função da Polícia Civil é esclarecer todos os fatos que chegam ao nosso conhecimento. Mobilizamos nossa equipe de investigação porque havia a possibilidade de um crime grave. Esse é o nosso papel”, afirmou.
Segundo a Polícia Civil, a adolescente também receberá acompanhamento psicológico. De acordo com o delegado, durante os depoimentos foram identificados problemas pessoais e emocionais que motivaram o encaminhamento para atendimento especializado.
“Já marcamos consultas com as psicólogas que atendem na Delegacia da Mulher. Ela precisa de ajuda e nós estamos dispostos a oferecer esse suporte”, concluiu Vinícius Almeida.
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