Rio Branco, Acre,


Amazônia perde 542 Km² de florestas em julho; MT, PA e RO lideram ranking do desmatamento

As florestas degradadas -áreas que sofreram intensa exploração madeireira ou fogo florestal de várias intensidades- somaram 240 Km²

fazenda

O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), ONG sediada em Belém (PA), divulgou nesta quinta-feira (27) que a Amazônia Legal sofreu desmatamento de 542 Km², o que representou aumento de 53% em relação a julho de 2014, quando o desmatamento somou 355 Km².

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As florestas degradadas -áreas que sofreram intensa exploração madeireira ou fogo florestal de várias intensidades- somaram 240 Km² em julho.

Em julho de 2015, a maioria (27%) do desmatamento ocorreu no Amazonas, seguido por Rondônia (22%), Mato Grosso (17%), Pará (17%), Acre (10%) e Roraima (7%).

Houve aumento do desmatamento acumulado de 63% em relação ao período anterior (agosto de 2013 a julho de 2014), quando o desmatamento somou 2.044 Km².

De acordo com o Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) do Imazon, o desmatamento acumulado no período de agosto de 2014 a julho de 2015, correspondendo aos doze meses do calendário atual de desmatamento, totalizou 3.322 Km².

O SAD monitorou 87% da área florestal na Amazônia Legal. Os outros 13% do território florestal estavam cobertos por nuvens, o que dificultou a detecção do desmatamento e da degradação florestal.

Os Estados com maior cobertura de nuvem foram Amapá (59%), Roraima (41%) e Pará (18%). Em virtude disso, os dados de desmatamento e degradação florestal em julho de 2015 podem estar subestimados.

Houve aumento de 147% de florestas degradadas em relação a julho de 2014, quando a degradação florestal somou 97 Km². A grande maioria (85%) ocorreu Mato Grosso, seguido pelo Pará (9%), Roraima (4%), Amazonas (1%) e Rondônia (1%).

A degradação florestal acumulada no período de agosto de 2014 a julho de 2015 totalizou 2.186 Km². Em relação ao período anterior (agosto de 2013 a julho de 2014) houve aumento de 207% quando a degradação florestal somou 711 Km².

Em termos absolutos, o Mato Grosso lidera o ranking do desmatamento acumulado com 1.036 Km², seguido pelo Pará (732 Km²) e Rondônia (704 Km²).

Em julho de 2015, a maioria (58%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em Assentamentos de Reforma Agrária (22%), TerrasIndígenas (1%) e Unidadesde Conservação (19%).

O SAD registrou 120 Km² de desmatamento nos Assentamentos de Reforma Agrária em julho de 2015. Os assentamentos mais afetados pelo desmatamento foram PDS Liberdade, em Pacajá (PA), PA Rio Juma, em Apuí (AM) e PAF Curuquetê , em Lábrea (AM).

Também foi detectado pelo SAD, em  julho, 103 Km² de desmatamento em Unidades de Conservação. No caso das Terras Indígenas, em julho de 2015 foram detectados 3 Km² de desmatamento.

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