Rio Branco, Acre,





Sindicatos e centrais sindicais festejam adesão de acreanos à paralisação no país


Rosana Nascimento, da CUT, disse que movimento foi bonito mas poderia ter sido bem maior e acenou com a possibilidade de novas manifestações

TIÃO MAIA, DO CONTILNET

A manifestação dos acreanos em apoio à greve geral convocada por centrais sindicais e outras organizações de trabalhadores no país, foi recordista de público e de adesão em Rio Branco, segundo a avaliação da presidente regional da CUT (Central Única dos Trabalhadores), professora Rosana Nascimento.

Professora Rosana Nascimento é presidente do Sinteac e da CUT/Foto: ContilNet

“O que aconteceu aqui e está acontecendo, com as pessoas aderindo à manifestação, é algo muito bonito e uma demonstração de que o povo acreano acompanha o povo brasileiro contra essas medidas que visam a retirada de direitos conquistados pela classe trabalhadora”, disse a sindicalista.

As entidades locais que convocaram a manifestação não quantificaram o número de pessoas nas ruas, mas as centrais sindicais não estão preocupadas com este tipo de contagem. “O que estamos vendo aqui nos contempla porque o povo vem dando uma demonstração de resistência e que de fato é contra a Reforma da Previdência, contra os cortes na Educação e contra aquilo que vem retirar o direito do trabalhador brasileiro”, disse Rosana.

Movimento tomou uma das principais avenidas da Capital, a Getúlio Vargas/Foto: ContilNet

Mesmo com muitas pessoas nas ruas, a manifestação poderia ter sido bem maior, disse a dirigente da CUT. “Muitas pessoas, embora sejam contra o que o atual governo quer fazer, não sai às ruas porque muita gente ainda não compreende o real significado dos riscos dessas reformas, o risco das privatizações das estatais e outras medidas”, disse Nascimento. “Mas o que aconteceu hoje no país já é uma grande vitória da classe trabalhadora porque já tivemos o recuo da comissão da reforma da Previdência, mas precisamos avançar muito mais. O que aconteceu hoje ainda não é suficiente”, acrescentou.

José Henrique de Araújo, servidor público do Estado/Foto: ContilNet

Além dos sindicalistas, o movimento no Acre teve adesão espontânea de pessoas como o funcionário público José Henrique de Araújo, de 54 anos. Apesar de portador de deficiência física e cadeirante, ele fez questão de comparecer à manifestação, apesar de todo o sacrifício, para manifestar seu inconformismo com a proposta da Reforma da Previdência. “Eu estou aqui porque, quando a gente mais precisa do governo, ele se manifesta contra a gente”, disse.

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