Rio Branco, Acre,


“Eu tive um bebê com um preso que está no corredor da morte”, confira relato

Depois de trocar cartas com um prisioneiro no corredor da morte, uma francesa de 39 anos mudou-se para os Estados Unidos para conhecer seu grande amor e ficar mais próxima dele.

A francesa Sigrid, 39, mudou-se para a Flórida, nos Estados Unidos, apenas para estar mais perto de  Alan Wade, 33, condenado em 2005 após o roubo, sequestro e assassinato do casal Reggie e Carol Sumner. As vítimas foram enterradas vivas por Alan e seus cúmplices — Tiffany Ann Cole, Michael James Jackson e Bruce Kent Nixon. Os quatro entraram na residência depois de pedirem para usar o telefone.

Apesar do crime violento, Sigrid diz ter se apaixonado pelo prisioneiro após trocar cartas com ele. Depois da mudança de país, Alan a pediu em casamento e os dois se casaram na prisão. Algo que a família de Sigrid não aprova. “Minha família não gostou, eles ficaram com muito medo por mim. Eles pensam que Alan é a pior pessoa do mundo”, afirmou.

Após o casamento, Sigrid e Alan também deram as boas-vindas a um menino, apesar de ele estar atrás das grades. “Acho que é importante que possamos sentar e explicar ao meu filho como ele foi concebido, antes que outra pessoa o faça por nós. Gosto de responder: ‘Ele está na prisão, mas eu não’”, disse ela, segundo o The Sun.

Sigrid e Alan (Foto: Reprodução/The Sun)

TROCA DE CARTAS

Sigrid começou a escrever para prisioneiros no corredor da morte quando ainda morava na França e logo começou a receber respostas de Alan. “Comecei a escrever para condenados à morte porque eu era contra a pena de morte”, diz ela. “Eu acredito em segundas chances e reabilitação. Quando comecei a perceber que sentia algo por ele e ele por mim, ambos ficamos com medo. Demos um passo para trás e tentamos parar de escrever um para o outro e ficamos ambos infelizes.

Depois de seis semanas, ele respondeu e suas primeiras palavras foram ‘Eu te amo’”, lembra.Depois de um ano escrevendo cartas, Alan a pediu em casamento e, embora Sigrid ficasse feliz, descobriu que sua família e amigos não a apoiavam. “Foi quando (familiares e amigos) descobriram o nome dele e o procuraram. A partir desse momento, todos desapareceram”, conta. “Eles estavam realmente com medo por mim. Eles estavam se perguntando quem ele era e se ele estava sendo honesto comigo”, completou.

Após o casamento, Sigrid recebeu apenas alguns parabéns e outros a deletaram no Facebook. “Eu sei que é muito difícil de entender. Eu gostaria que algumas pessoas realmente me entendessem. Ele me faz feliz e não entendo por que isso incomoda tanto as pessoas. As pessoas que deveriam me amar ficam incomodadas porque alguém está me amando da maneira certa e me fazendo feliz”, disse.

Por outro lado, ela admite que ser casada com um prisioneiro é extremamente difícil, pois os dois só podem falar ao telefone uma vez por mês. “Estou muito feliz por (conseguir) passar seis ótimas horas (lá) e podemos nos tocar, o que é muito importante. Mas estou triste por ter que deixá-lo lá”, lamentou. Sigrid também sabe que seu filho está crescendo sem o pai e vice-versa. “Todo mundo que tem um bebê sabe o quanto ele cresce rápido. Tento mandar vídeos curtos, mas não é a mesma coisa. Vou dizer a ele que seu pai não é quem as pessoas falam. Ele é uma pessoa incrível que é realmente atenciosa e doce e que o ama muito”, comentou.

Com a ajuda de um amigo, Sigrid criou um site de correspondência para que outras pessoas possam escrever para prisioneiros no corredor da morte. “Nós realmente acreditamos que as pessoas são mais do que a pior ação de suas vidas. Estar com Alan mudou tudo na minha vida porque eu realmente abracei quem eu sou completamente. Sou amada incondicionalmente por alguém que amo da mesma forma”, finalizou.

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