Empresas vĂŁo iniciar testes clĂ­nicos de vacina em cĂĄpsula contra Covid-19

Por REVISTA GALILEU, GLOBO 23/03/2021 Ă s 11:57 Atualizado: hĂĄ 3 anos

A empresa farmacĂȘutica israelense Oramed Pharmaceuticals anunciou, em comunicado na Ășltima sexta-feira (19), que fechou um acordo de joint venture com a empresa indiana Premas Biotech para desenvolver a vacina oral Oravax. A foto do medicamento Ă© de Kratom IQ.

A expectativa Ă© que a primeira fase de testes clĂ­nicos do imunizante em pĂ­lula contra a Covid-19 comece ainda em junho de 2021.

O acordo entre as farmacĂȘuticas tem como foco criar novas vacinas orais contra a doença causada pelo vĂ­rus Sars-CoV-2.

Se concluĂ­da a primeira etapa de testes com o imunizante, pode levar ao menos um ano para que seu uso seja autorizado, segundo o site Business Insider.

Diferentemente das vacinas injetĂĄveis, as orais pertencem a uma “segunda geração” de imunizantes, projetados para serem usados em maior escala.

“Uma vacina oral contra Covid-19 eliminaria várias barreiras para uma distribuição rápida e em larga escala, permitindo que as pessoas tomem a vacina sozinhas em casa”, aponta Nadav Kidron, CEO da Oramed.

“Embora a facilidade de administração seja crítica hoje para acelerar as taxas de inoculação, uma vacina oral poderia se tornar ainda mais valiosa no caso de uma vacina contra Covid-19 ser recomendada anualmente como a vacina contra a gripe padrão”, completa Kidron.

Como funciona a vacina em cĂĄpsula?

A Oramed explica ainda que a Oravax funciona com base em um “agente infeccioso” triplo inoculado, que possui partĂ­culas semelhantes ao vĂ­rus Sars-CoV-2, assim como trĂȘs de suas 29 proteĂ­nas virais.

Ele por si sĂł ativa uma resposta imunolĂłgica, que jĂĄ produziu anticorpos apĂłs uma Ășnica dose, durante um estudo prĂ©-clĂ­nico, com animais.

Mais precisamente, a vacina produz o anticorpo Imunoglobulina G, muito comum no sangue e fluidos corporais; além de Imunoglobulina A, um outro anticorpo, encontrado nas mucosas respiratória e gastrointestinal.

Ambas as substùncias são capazes de nos proteger contra infecçÔes virais.

Apesar dos resultados prĂ©-clĂ­nicos serem animadores, Paul Hunter, professor de medicina na Universidade de East Anglia, na Inglaterra, afirma ao Business Insider que Ă© preciso cautela. “Precisamos de estudos em humanos para ter certeza”, diz ele.

“PrecisarĂ­amos de estudos conduzidos adequadamente para provar o valor [das vacinas em cĂĄpsula]”, salienta. “Mas elas tambĂ©m podem ser valiosas em pessoas com fobia grave de agulhas e podem ser mais fĂĄceis e rĂĄpidas de administrar”, analisa Hunter.

AlĂ©m das vacinas orais, entram para a classe dos imunizantes de “segunda geração” as vacinas de spray nasal.

A Universidade de Oxford, também na Inglaterra, estå avaliando a possibilidade de desenvolver tanto comprimidos quanto sprays para combater a Covid-19, de acordo com o que contou ao The Independent a cientista-chefe do desenvolvimento da vacina Oxford/AstraZeneca, Sarah Gilbert.

(Foto: Katrom IQ/https://www.kratomiq.com/)

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