Comissão de Saúde da Aleac discute terceirização do setor de ortopedia do PS

Comissão de Saúde da Aleac discute terceirização do setor de ortopedia do PS
Assembleia Legislativa do Acre. Foto: Ascom

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) realiza na manhã desta terça-feira (20) uma audiência pública para debater a tentativa do governo do estado de privatizar o setor de ortopedia do Pronto-Socorro de Rio Branco.

Proposta pelo deputado Jenilson Leite (PSB), a reunião conta com a participação do secretário de Saúde Alysson Bestene, do presidente do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed) Guilherme Pulici, além de representantes do PS e do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sintesac).

O propositor disse ter ficado surpreso com a intenção do governo de terceirizar o setor de ortopedia porque, segundo ele, há tempos o serviço não enfrenta problemas. “Não compreendo. Não há sequer filas para atendimentos e procedimentos”, disse.

De acordo com o secretário de Saúde, assim que o atual governo assumiu havia demanda de espera de 30 dias por cirurgia ortopédica e que os próprios profissionais de saúde propuseram a terceirização para resolver o problema.

“O que ajudou a resolver a demanda reprimida foram os mutirões de cirurgia que fizemos ao longo dos meses”, justificou Alysson Bestene. Segundo ele, privatizar o setor vai ajudar a evitar sequelas em pacientes que tenham de aguardar na fila por algum procedimento.

O presidente do Sindmed, Guilherme Pulici, é contrário à privatização do setor. Ele afirmou que os ortopedistas que atuam na saúde pública do Acre são um dos melhores da região e que o setor de ortopedia do PS é um dos poucos serviços de referência.

“O problema não é mão de obra, mas sim de falta de materiais e insumos de trauma e ortopedia. Há suspensão de fornecimento de empresa por falta de pagamento, o que nos força a interromper cirurgias”, denuncia.

Ele diz ainda que a terceirização vai precarizar os vínculos entre governo, trabalhador da saúde e paciente. “Pode ser nociva porque distancia a gestão do usuário final, assim como aconteceu no Into, que registrou por um bom tempo dificuldades de acesso a informação por parte da população”.

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