O diretor do Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), Osvaldo Leal, alertou para um possĆvel repique da pandemia de Covid-19 no Acre, a exemplo do que acontece em vĆ”rios outros estados brasileiros.
Segundo ele, a demanda por atendimentos no hospital referência para o tratamento da doença não só parou de cair, como sofreu um incremento nos últimos dias. Entre 17 e 24 de maio, a média de consultas diÔrias foi de cerca de 130. Nas semanas anteriores, esse número era de 90.
Embora seja muito inferior Ć mĆ©dia de 300 atendimentos por dia registrada no pico da segunda onda, os atuais Ćndices, na opiniĆ£o do mĆ©dico, refletem um aumento preocupante. āA pandemia parece estar mostrando um repique. JĆ” vivenciamos esse cenĆ”rio por duas vezes e sabemos onde isso vai pararā, alertou Leal.
A taxa de ocupação na unidade de saúde também parou de cair e agora experimenta sinais de crescimento. Osvaldo acredita que esse cenÔrio é reflexo do relaxamento dos acreanos nos últimos 15 dias, após todo o estado sair da bandeira vermelha e passar direto para a amarela, com medidas bem menos restritivas.
Nesta quarta-feira (26), o governo, por meio da Secretaria de SaĆŗde (Sesacre) e o ComitĆŖ de Acompanhamento Especial da Covid-19, da qual Leal faz parte, manteve todo o Acre na faixa de amarela por pelo menos mais duas semanas.
O mĆ©dico pediu que a população nĆ£o descuide das medidas que comprovadamente evitam a proliferação do vĆrus, como o uso de mĆ”scara e Ć”lcool em gel, alĆ©m de evitar grandes aglomeraƧƵes. āSe esse relaxamento continuar acontecendo nós vamos nos aproximar mais de uma bandeira restritiva na próxima avaliaçãoā, finalizou.
