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19 setembro 2021 10:26 am

Deputado comemora volta do Festival do Açaí: ‘Produto de qualidade’

Deputado e médico lembra que o produto tem selo de qualidade e não sofre risco de contaminações pelo barbeiro

POR TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Última atualização em 12/08/2021 17:02

O “Festival do Açaí”, tradicional evento realizado anualmente em Feijó, município acreano distante 350 quilômetros da Capital Rio Branco, volta a ser realizado na semana que vem oferecendo produto de qualidade e sem o menor risco de contaminação pelo barbeiro, inseto transmissor de doenças.

Pesquisas sanitárias alertam que os problemas estão associados ao modo de processamento do alimento, que, em geral, acontece à noite. Isso porque o mosquito barbeiro é atraído pela luz. Voando por ali, o inseto deposita suas fezes onde o açaí é manipulado ou até mesmo é macerado junto ao suco da fruta e a ingestão, com a contaminação. é a causa de doenças como o chamado mal de chagas.

O açaí de Feijó e o que é manipulado corretamente para ser consumido durante o Festival não corre este risco, disse o deputado estadual e médico Jenilson Leite (PSB), que é autor de uma lei que estabelece um selo de qualidade do produto no Acre. É a Lei número 3.512, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), em agosto de 2019, visa implementar um programa de qualidade do Açaí com o objetivo de identificar e promover a execução das ações de fortalecimento e desenvolvimento do comércio e consumo do açaí no âmbito estadual.

O deputado lembrou que apresentou a lei porque o Açaí é um dos produtos mais consumidos pelo povo acreano, além de ter um grande potencial econômico. Para se ter uma ideia, o açaí no Estado passou de 11 para 496 toneladas, entre 2006 e 2017. “Esses dados mostram o potencial das agroindústrias de frutas na região”, disse Jenilson Leite, cuja leia cria o selo de qualidade de bebidas e alimentos de origem vegetal no estado foi aprovado pelos deputados do Acre. Trata-se de uma ferramenta que garantir ações de fiscalização desse tipo de produto.

“O objetivo foi valorizar um produto que representa uma fonte de renda elevada no Estado. Como médico, sempre ouvia falar de açaí contaminado e aquelas notícias pontuais criavam uma crise no Estado, que fazia com que os comerciantes parassem de vender e as pessoas tivessem medo de consumir. Isso fragilizava um produto tão nobre. Diante desse dilema, resolvi criar essa lei”, afirmou o deputado.

“Essa lei veio para fiscalizar e estabelecer quais são os critérios de produção. Quem cumpre esses critérios, recebe o selo e começa a produzir e vender um açaí com selo de qualidade”, concluiu.

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