O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou à coluna que o ex-governador paulista Geraldo Alckmin acertou, nesta segunda-feira (7/3), sua filiação ao partido.
O acordo foi fechado durante uma reunião de Alckmin com Siqueira e outros dirigentes do PSB, entre eles, o ex-governador paulista Márcio França, e o prefeito do Recife, João Campos.
“Está praticamente selada a filiação. Falta só marcar a data. Ele ficou de pensar a data e me ligar”, afirmou o presidente do PSB à coluna. Segundo ele, Alckmin vê a filiação à sigla como “o caminho natural”.
“Está praticamente selada a filiação. Falta só marcar a data. Ele ficou de pensar a data e me ligar”, afirmou o presidente do PSB à coluna. Segundo ele, Alckmin vê a filiação à sigla como “o caminho natural”.

Ana Nascimento/ Agência Brasil
Após 15 anos em que concorreram como rivais nas eleições presidenciais, o ex-presidente Lula (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) ensaiam formar aliança inusitada para 2022.

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Lula e Alckmin disputaram o segundo turno das eleições presidenciais de 2006 em uma campanha marcada por ataques mútuos. Lula saiu vencedor com 48,61% dos votos.

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Após derrota, Alckmin seguiu como oposição ferrenha a Lula.

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Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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O ex-governador, inclusive, tem sinalizado favoravelmente ao petista.

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A aliança dos políticos é estratégica. Ter Alckmin como vice pode atrair setores do mercado e do empresariado que resistem ao nome de Lula como candidato à Presidência da República.

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O tucano pode, também, agregar mais votos de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

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De acordo com pesquisa realizada em setembro pelo Datafolha, Alckmim estava na liderança para o governo paulista.

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A aliança entre os políticos ainda não foi oficializada. O acerto depende de um acordo sobre qual partido o ex-governador se filiaria.

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Ao ser vice de Lula, o ex-governador pode ganhar ainda mais projeção política, que o beneficiará durante possível corrida presidencial em 2026.
Segundo Siqueira, Alckmin também disse que conversaria com integrantes do seu grupo político em São Paulo para saber quantos e quais dele migarão para o PSB também.
O ato de filiação do ex-governador ocorrerá até o dia 2 de abril. Essa é a data limite fixada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para quem pretende concorrer a algum cargo nas eleições de outubro.
No PT, já é dado como certo que Alckmin será o candidato a vice do ex-presidente Lula na disputa ao Palácio do Planalto deste ano.
Lula, aliás, não participou do encontro do PSB com Alckmin nesta segunda. O ex-presidente está retornando para o Brasil do México, onde cumpriu agenda na semana passada.
A reunião de Alckmin com o PSB ocorreu dois antes de encontro entre dirigentes do PSB, PT, PCdoB e PV para discutir a formação de uma federação partidária entre eles. A reunião acontecerá na quarta-feira (9/3), em Brasília.
