Em visita à fronteira, Flávio Dino diz que não há crise imigratória no Acre

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, está no Acre nesta sexta-feira (19)

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, no Acre. Foto: Juan Diaz/ContilNet

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, cumpre agenda em Brasiléia, município fronteiriço do Acre, nesta sexta-feira (19).

Dino participa de um seminário que que debaterá ações para o enfrentamento aos crimes na tríplice fronteira do Brasil com a Bolívia e Peru. O convite foi feito pelo senador Sérgio Petecão, presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado Federal.

Durante coletiva de imprensa, ao ser questionado sobre a política imigratória do país, Dino disse que ao contrário do que se viu em anos anteriores, com o número volumoso de imigração de haitianos, o Acre, atualmente, não vive uma possível crise imigratória.

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, no Acre. Foto: Juan Diaz/ContilNet

“No atual momento, há uma situação de emergência imigratória no Acre? Não! Poderá vir a ter? Esperamos que não. Se vier, o Governo Federal estará aqui presente para auxiliar os municípios”, explicou o ministro.

O ministro destacou que os prefeitos dos municípios fronteiriços da região do Alto Acre temem sobre um possível aumento no número de pedidos de acolhimento de imigrantes no estado. Em relação à isso, Dino garantiu que caso haja uma crise imigratória no Acre, o Governo Federal estará pronto para resolver o problema.

“Se aumentar eu virei aqui, junto com os prefeitos, o governo do Estado e vejo o que podemos fazer juntos, porque isso é um tema federativo”, disse Dino.

Flávio Dino finalizou dizendo que não só no Acre, mas em todo o país, a maior crise imigratória vem da população da Venezuela. “Estamos dando uma atenção especial nesse tema e estamos acompanhando os desdobramentos.

Política imigratória recíproca

Ao falar sobre a política imigratória que será implantada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, Dino declarou que o tema é sensível e que precisa ser defendido de forma recíproca com outros países.

O ministro disse que não deverá ser feita uma “política de libera geral” e nem uma que quebre a reciprocidade diplomática.

“Nós temos centenas de brasileiros morando em Portugal, por exemplo. Brasileiros, de Brasiléia, morando em Cobija [município Boliviano], temos brasileiros que estudam na Bolívia. O Brasil é um país de maior incidência de emigração, ou seja, temos pessoas que mais saem do país do que entram”.

Por esse motivo, Dino disse que o país deverá assumir uma posição de meio termo em relação às fronteiras brasileiras. “Nós não podemos fazer com os outros, aquilo que não queremos que façam com a gente. Precisamos de uma política migratória que seja pactuada com os outros países. Poderíamos, se não adotássemos essa visão, sofrer sanções”, disse.

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