A juĂza de Direito da 1ÂȘ Vara Criminal Isabelle Sacramento, recebeu a denĂșncia do MinistĂ©rio PĂșblico do Acre (MPAC) contra Guilherme Silva da Cruz, de 23 anos, o homem que tentou estuprar uma mulher que caminhava numa das trilhas do Horto Florestal, no mĂȘs passado.Â
Com a decisĂŁo, o acusado passa a ser rĂ©u e deve ser julgado numa audiĂȘncia de instrução e julgamento com data ainda nĂŁo definida, mas revista para este mĂȘs.
De acordo com a juĂza, âao analisar os autosâ, foi constatado âa existĂȘncia de justa causa para a propositura da ação penal, por entender evidenciados, em princĂpio, a materialidade do crime bem como indĂcios de autoriaâ.Â
A magistrada tambĂ©m estabeleceu prazo de 10 dias para o rĂ©u responder Ă acusação, como tambĂ©m autorizou a juntada de folhas de antecedentes criminais do rĂ©u. Os documentos mostram que o acusado Ă© acusado de outros crimes com as mesmas caracterĂsticas.
No dia 11 de janeiro deste ano, Guilherme da Cruz foi preso pela acusação de tentar estuprar uma mulher no Horto Florestal, em Rio Branco. A vĂtima disse que foi surpreendida pelo suspeito, que a arrastou para uma ĂĄrea de mata, tentou cometer o estupro e lhe causou diversos ferimentos durante a agressĂŁo.
Um dia depois de ser preso, o acusado ganhou a liberdade provisĂłria, em audiĂȘncia de custĂłdia e o caso repercutiu atĂ© em nĂvel nacional. O MinistĂ©rio PĂșblico entĂŁo recorreu da decisĂŁo, alegando a gravidade dos fatos e que o rĂ©u jĂĄ possui condenação anterior por crime da mesma natureza. A Justiça decretou a prisĂŁo preventiva de Guilherme da Cruz.
A ordem judicial foi cumprida pela polĂcia militar e confirmada, em nova audiĂȘncia de custĂłdia, na Vara Estadual das Garantias. Como o processo terĂĄ tramitação prioritĂĄria, a audiĂȘncia de instrução deve ser realizada ainda este mĂȘs.
No primeiro dia, que passou no presĂdio, Guilherme da Cruz chegou a ser agredido por outros detentos, que nĂŁo aceitam a convivĂȘncia com presos que respondem acusaçÔes por estupros. Agora, ele Ă© mantido em ĂĄrea isolada dos demais presos na penitenciĂĄria estadual.


