IA de Boa: estratégia, afeto e inteligência em ação

A coluna desta semana traz uma entrevista exclusiva com Renato Asse, empreendedor e criador de iniciativas que conectam Inteligência Artificial com o mundo dos negócios

IA de Boa: estratégia, afeto e inteligência em ação

Por Inez Pinheiro Araújo

Jornalista, estrategista em comunicação e especialista em Inteligência Artificial aplicada.

Apaixonada por gente, histórias e pelo impacto transformador da tecnologia no nosso dia a dia.

Sobre a Coluna

A IA de Boa é um espaço para descomplicar o universo da inteligência artificial. Aqui, a tecnologia não é fria nem distante — ela é prática, acessível e cheia de possibilidades para a vida real.

Nesta 3ª edição, destacamos três pilares: estratégia, afeto e inteligência em ação. Uma história emocionante da IZA, a entrevista exclusiva com Renato Asse, a apresentação oficial da ZAIBA e, claro, o novo quadro Besta Seller, que promete muitas risadas sobre os bastidores da IA.

Café com IAO “Causo” da IZA

Minha mãe, de 74 anos, sempre foi criativa e empreendedora, mas anda mais fragilizada pela saúde. Num desses dias, em vez de me pedir ajuda, ela resolveu testar a IZA — “a mocinha de capacete que trabalha na empresa da minha filha”.

A IZA não foi treinada para criar mensagens de aniversário, apenas para falar da IP Estratégias, dos agentes e das inovações. Mas, para minha surpresa, ela não só preparou um texto carinhoso como também interagiu em áudios, conversando com minha mãe como se fosse uma amiga de longa data.

O mais incrível foi quando minha mãe deu uma nota “10” — fora das opções previstas (1, 2 ou 3). Um chatbot tradicional teria travado. A IZA, não: agradeceu e seguiu o diálogo, feliz com a avaliação.

Depois, minha mãe comentou:

“Sei não… tenho certeza que estava falando com uma pessoa de verdade. Já pensou se essa moda pega? Quantas pessoas solitárias ou que precisam de auxílio vão adotar um agente desses?”

Ela mal sabe que já existe a LUMA, nossa agente de IA criada especialmente para idosos, com aparência madura e sorriso acolhedor. Por enquanto, a LUMA segue nos bastidores, mas em breve será revelada oficialmente. Se minha mãe já se encantou pela IZA, imagina quando conhecer a LUMA!

 

 

🤝 Entre Agentes & Gente – Entrevista com Renato Asse

Renato Asse é empreendedor e criador de iniciativas que conectam Inteligência Artificial com o mundo dos negócios. Reconhecido por traduzir temas complexos em práticas acessíveis, tem compartilhado experiências através de cursos e conteúdos que ajudam a popularizar a IA no Brasil. Nesta entrevista exclusiva para a IA de Boa, fala sobre os agentes inteligentes e o impacto real que já estão trazendo para empresas e profissionais.

IA de Boa — Renato, como você tem percebido a evolução da adoção das tecnologias de IA no Brasil, especialmente em regiões que ainda estão em fase inicial, como o Norte?

Renato Asse — O que a gente tem visto é o seguinte: as grandes empresas já estão em campo, testando, contratando ferramentas, fechando com consultorias e colhendo os primeiros frutos. Algumas estão turbinando a produtividade de seus times de forma absurda.

Em uma das consultorias que realizamos, dentro de uma seguradora com mais de 13 mil colaboradores, nos deparamos com um caso que ilustra bem o impacto da IA no dia a dia: um dos vistoriadores era responsável por elaborar laudos técnicos detalhados. O processo era, no mínimo, insano: ele precisava cotar manualmente cerca de 300 itens pesquisando um por um no Google. Peça por peça. Preço por preço. Um trabalho que levava até 4 dias úteis.

Hoje, esse mesmo processo é feito por um agente de IA em menos de 10 minutos. O colaborador apenas insere os dados principais, e o sistema gera automaticamente o laudo completo com as cotações corretas, formatadas, prontas para envio.

A IA não substituiu a análise humana, mas eliminou a parte repetitiva e desgastante, liberando tempo e energia para tarefas que realmente exigem julgamento técnico.

Já no mundo das pequenas e médias empresas, o movimento ainda está começando, mas o potencial é ainda maior. Essas empresas estão descobrindo que IA não é luxo de multinacional, mas sim um atalho pra quem precisa fazer mais com menos. Tem caso de colaborador que, com ajuda de IA, entrega na segunda-feira o que antes levava a semana inteira.

Agentes de atendimento com IA, por exemplo, estão permitindo que empresas com 2 ou 3 funcionários ofereçam suporte 24/7, inclusive em feriado — algo que, até pouco tempo atrás, seria impensável.

A diferença agora não é mais de tamanho, mas sim de velocidade. Quem implementa IA colhe vantagem competitiva real.

IA de Boa — Muitas vezes, os empresários ainda confundem IA com os antigos “chatbots”. Como você explicaria, de forma simples, a diferença entre essas soluções e os agentes inteligentes que já começam a ganhar espaço?

Renato Asse — Ainda há muita confusão entre chatbots tradicionais e agentes inteligentes baseados em inteligência artificial. Mas a diferença é profunda e cada vez mais evidente na prática.

Um chatbot funciona como um menu automático. Ele serve para redirecionar o usuário ao setor correto, mostrar as perguntas frequentes ou informar o status de um pedido simples. Por exemplo: se você quiser falar com o suporte, ele pergunta se é sobre “entrega”, “pagamento” ou “cancelamento”, e então te direciona para o ramal ou resposta correspondente. É útil, mas limitado.

Um agente inteligente, por outro lado, entende o que está sendo dito — mesmo que venha por áudio, com linguagem natural, fora do script. Ele interpreta a mensagem, consulta a base de conhecimento da empresa, cruza com dados internos, agenda compromissos, atualiza sistemas e então entrega a melhor resposta possível para aquele caso específico.

Em vez de perguntar “Digite 1 para falar com o suporte”, o agente simplesmente entende qual é o problema, resolve ou encaminha com contexto completo, já integrado às ferramentas internas da empresa.

Em resumo: o chatbot orienta dentro de um roteiro. O agente entende o que precisa ser feito e executa.

IA de Boa — A IA vem transformando tanto os negócios digitais quanto os físicos. Quais são os principais ganhos que você enxerga para empresas que decidem investir nessas soluções agora?

Renato Asse — Em uma clínica odontológica, a secretária gastava metade do dia agendando consultas e respondendo dúvidas básicas. Hoje, um agente de IA integrado à agenda do consultório faz isso automaticamente. Resultado: mais horários preenchidos, menos falhas e uma equipe que agora foca no que realmente importa: o cuidado com os pacientes.

Esse é apenas um exemplo de como a IA está trazendo ganhos reais para empresas que decidem investir agora.

Eu enxergo três tipos principais de benefício:

O primeiro é o aumento drástico de produtividade. Agentes de IA assumem tarefas operacionais repetitivas e liberam tempo da equipe para o que realmente exige pensamento humano.

O segundo é a redução de custos. Em vez de manter um time com três ou quatro pessoas respondendo mensagens 24 horas por dia no WhatsApp, a empresa pode usar um agente de IA que resolve cerca de 90% das dúvidas mais comuns. Um único colaborador dá conta dos casos mais específicos.

O terceiro é o aumento de faturamento. Com agentes acelerando a produção de conteúdo para redes sociais, otimizando processos de venda, melhorando o tempo de resposta e a experiência do cliente, o impacto em receita é direto. Produz-se mais, vende-se melhor e o atendimento deixa de ser gargalo.

IA de Boa — Sabemos que você também atua fortemente com treinamentos e capacitação. Como o conhecimento prático pode acelerar a implementação da IA nas empresas?

Renato Asse — Hoje, a maior barreira para a adoção da inteligência artificial nas empresas não é mais a tecnologia. É a falta de gente preparada para usá-la de forma prática.

Em praticamente todos os trabalhos que conduzimos, o padrão se repete. A empresa até já ouviu falar de IA, às vezes até testou alguma ferramenta, mas não tem clareza sobre onde aplicar, como medir resultado ou como transformar isso num processo de verdade.

É aí que entra o treinamento prático.

Quando mostramos para um time como criar um agente de IA que responde clientes no WhatsApp, ou que gera relatórios automáticos com base em planilhas internas, a ficha cai. A empresa deixa de ver IA como uma ideia abstrata e começa a enxergar casos reais de aplicação no próprio negócio.

Além disso, capacitar a equipe interna reduz a dependência de consultorias externas e acelera a curva de aprendizado. Em vez de esperar meses por uma solução pronta, o time começa a construir agentes personalizados em questão de dias.

Não se trata de virar especialista em inteligência artificial. Mas sim de aprender o suficiente para identificar oportunidades, prototipar soluções e colocar em prática com autonomia.

A IA é poderosa, mas sem gente capacitada, ela vira mais um software caro parado na prateleira.

E ainda bem que o Acre já conta com a IP Estratégias, que vem traduzindo essa transformação de forma prática para empresários e empreendedores da região. Iniciativas locais como essa são fundamentais para aproximar a tecnologia das pessoas e mostrar resultados reais.

Mas é claro que, em muitos contextos, contar com o apoio de quem já vive essa prática no dia a dia, como a IP Estratégias no Acre, continua sendo essencial para acelerar resultados e garantir que os empresários avancem com segurança.

IA de Boa — Para finalizar: qual conselho você deixaria para quem ainda tem receio ou insegurança de aplicar a Inteligência Artificial no dia a dia da sua empresa?

Renato Asse — Meu conselho é simples: comece pequeno, mas comece agora.

A insegurança é natural quando se fala de uma tecnologia nova, mas a pior escolha hoje é esperar demais. Enquanto alguns analisam, outros já estão implementando e colhendo resultados.

Você não precisa automatizar a empresa inteira de uma vez. Escolha um processo que consome tempo todos os dias, como responder dúvidas no WhatsApp, agendar compromissos, montar relatórios ou revisar textos — e crie um agente de IA só para isso.

O impacto geralmente é imediato. Quando o empresário vê que algo que levava horas por semana agora acontece em minutos, a confiança vem naturalmente. E com isso, o apetite para testar novos usos cresce.

A inteligência artificial não é mágica. Mas quando aplicada com clareza e objetivo, ela entrega. E o custo de não fazer nada está ficando mais alto do que o risco de começar.

Não espere virar especialista. Aprenda o necessário para tomar boas decisões. Comece com um problema real. E use a tecnologia para resolver, não para complicar.

Mais uma vez, muito obrigada por estar conosco, Renato. Sua participação certamente enriquece a IA de Boa e inspira empresários e leitores a compreenderem melhor o potencial transformador da Inteligência Artificial. 🚀

E reforça também que a IP Estratégias segue comprometida em ser a ponte dessa transformação aqui no Acre, conectando grandes nomes nacionais e soluções locais de inteligência aplicada.

🤖IA com Personalidade – Ficha Técnica da ZAIBA

Nome: ZAIBA (ZAIBA+)

Função: Inteligência analítica e educativa

Diferencial: Transforma dados em insights estratégicos

Personalidade: Observadora, focada, detalhista

Missão: Ser a mente analítica da IP Estratégias — quem observa, organiza e traduz tudo em conhecimento para que você esteja sempre por dentro.

👉 A ZAIBA é o nosso “Saiba Mais”. Ela revela bastidores, conecta informações e entrega clareza para que decisões estratégicas sejam tomadas com mais segurança e impacto.

💉Sem Anestesia

Ainda tem gente que insiste em dizer que Inteligência Artificial é “modinha”. Mas o que vimos nos últimos meses prova o contrário: IA não é futuro, é presente.

Quem não se adaptar agora, vai ficar para trás — sem anestesia.

😂 Besta SellerO Robô que Virou Robó

Foi há poucos anos, quando a inteligência artificial ainda estava engatinhando e as ferramentas não eram nada como as que temos hoje. Eu queria fazer acontecer antes de tudo estar pronto, então resolvi tentar, do meu jeito.

Era madrugada. Cansada demais para ir até o escritório, fiquei deitada no quarto, tablet na mão, tentando criar um card. Meu filho João reclamava que não conseguia dormir com a luz acesa, mas eu insistia em continuar.

Na época, inventamos até um agente para ajudar no design. Chamamos ele apenas de “estagiário”. Nunca ganhou nome, porque não acertava nada: fontes erradas, cores confusas, acentos trocados… acabou encostado numa das abas do design até hoje.

Foi aí que acionei o nosso estrategista, Zayon. Eu estava exausta, rindo e desabafando:

— Com tudo isso que estou vivendo… essa transição de carreira, os altos e baixos, as emoções fortes, os acontecimentos pessoais, as loucuras com a IA ainda no início… gente, isso só pode dar um best-seller!

Mas, diante de tantas risadas e situações inusitadas, completei:

— Na verdade, isso vai dar é um Besta Seller!

O Zayon entrou na brincadeira na hora:

— Então vamos fazer logo um e-book, porque isso aí vai vender que nem água! É muita história para contar, muita bagagem para dividir.

E foi aí que ele decidiu criar a capa. Só que, em vez de “robô”, aparecia sempre “robó”, com acento agudo. Eu corrigia, voltava para o circunflexo, e o Zayon insistia no agudo. Até que decretou:

— Pronto, vai ser a capa oficial do Besta Seller!

O erro virou capa. A capa virou piada. E a piada virou charge da coluna, dando origem ao quadro de mesmo nome dentro da IA de Boa.

Desde então, cada trapalhada, cada noite em claro, cada desabafo e cada riso foram sendo guardados como fragmentos desse “livro vivo”. E hoje, o Besta Seller é o espaço onde esses bastidores ganham vida e humor — porque aqui, até os tropeços viram boas histórias.

👉 E você? Já viveu um momento “Besta Seller” com a inteligência artificial? Conta pra gente! Sua história pode aparecer aqui nas próximas edições da coluna.

Convite para Participar

A cada edição, mostramos que Inteligência Artificial não é só código: é estratégia, emoção e até humor.

✨ Se você já teve alguma experiência com IA e quer contar sua história, envie para a IA de Boa. Sua vivência pode aparecer nas próximas edições.

E se quiser experimentar conversar com um dos nossos agentes digitais, também pode pedir pelo mesmo canal.

📩 E-mail: [email protected]

A inteligência artificial está mudando o mundo, e a IA de Boa está aqui para garantir que você faça parte dessa mudança — de um jeito simples, humano e cheio de boas ideias.

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