IA de Boa: Segurança Infantil na Era Digital

A IA de Boa é um espaço para descomplicar o universo da inteligência artificial

Entrevista com Ana Tex, mentora em Inteligência Artificial para especialistas

Por Inez Pinheiro Araújo

Jornalista, estrategista em comunicação e especialista em Inteligência Artificial aplicada.

Apaixonada por gente, histórias e pelo impacto transformador da tecnologia no nosso dia a dia.

 

Sobre a Coluna

A IA de Boa é um espaço para descomplicar o universo da inteligência artificial.

Aqui, a tecnologia não é fria nem distante — ela é prática, acessível e cheia de possibilidades para a vida real.

Destaques da 4ª Edição

Café com IA: Segurança Infantil na Era Digital – um olhar atento aos riscos e às responsabilidades compartilhadas.

 👥 Entre Agentes & Gente: Entrevista especial com Ana Tex, mentora em Inteligência Artificial.

 🤖 IA com Personalidade: Conheça o ZAI, agente pensado para apoiar crianças e famílias.

 💉 Sem Anestesia: Um alerta direto: a infância não pode ser cobaia.

 

Café com IASegurança Infantil na Era Digital

Pequenas mãos seguram celulares, computadores e outros meios digitais todos os dias.

A cena parece inocente, mas esconde riscos crescentes: golpes, aliciamento, cyberbullying, exposição excessiva e, mais recentemente, a manipulação de conteúdos por inteligência artificial.

Nos últimos meses, denúncias internacionais acenderam o alerta sobre como crianças e adolescentes estão vulneráveis em ambientes digitais. Mas, mesmo sem manchetes, esse é um tema atemporal e urgente: proteger a infância nunca sai de pauta.

A tecnologia pode ser aliada — mas exige consciência. Pais, professores, conselhos tutelares e até o Ministério Público precisam caminhar juntos para que a IA seja usada como ferramenta de aprendizado e segurança, e não como ameaça.

👉 Nas próximas edições, traremos entrevistas com especialistas que atuam diretamente nessa frente.

👥 Entre Agentes & Gente — Entrevista com Ana Tex

Hoje conversamos com Ana Tex — Mentora em Inteligência Artificial para especialistas; referência em inovação digital no Brasil.

Com mais de uma década de atuação no mercado do marketing digital, Ana Tex se consolidou como uma das principais referências em inovação no Brasil. Ao longo dessa trajetória, ela formou e inspirou milhares de profissionais por meio de treinamentos e mentorias, sempre com foco em mostrar como a tecnologia pode abrir caminhos de crescimento e transformação pessoal. Atualmente, sua atuação está fortemente voltada para a inteligência artificial, conduzindo especialistas a explorarem o potencial dos agentes inteligentes em seus próprios contextos.

Logo no início da nossa conversa, confessei uma mania pessoal: costumo chamar os bots tradicionais de “chatinhos” e de “botes” — sim, com “e”. Faço isso de propósito: chatinhos porque são irritantes, repetitivos e engessados; botes porque sempre me parecem um barquinho frágil tentando se equilibrar em meio ao oceano da tecnologia.

E o detalhe é que eles ainda estão por aí. Empresas grandes e renomadas, inclusive aqui na região, continuam usando esses modelos que mais atrapalham do que ajudam.

Mas os tempos mudaram. Hoje já falamos de uma nova geração de agentes inteligentes, capazes de aprender, adaptar-se e oferecer experiências muito mais humanas. Para aprofundar esse tema, conversamos com Ana Tex, que compartilhou sua visão sobre como a IA está revolucionando negócios e abrindo novas possibilidades no Brasil e no mundo.

IA de Boa: Você sempre compartilha a importância de acompanhar as mudanças. Como foi a sua transição do analógico para o digital e o que mais te surpreende agora com a chegada da inteligência artificial?

Ana Tex: Eu sempre gostei do digital. Desde muito nova enxergava a internet como uma fonte de informação e oportunidade. Quando abri minha primeira empresa, com apenas 23 anos, lá em 2006, já usava a internet como um catálogo para gerar contatos e resultados para meus clientes. Minha empresa era de telemarketing, mas eu já fazia esse híbrido: telefone de um lado, internet do outro.

Naquela época, o Orkut (lançado no Brasil em 2004) já fazia parte da minha rotina, e eu usava a plataforma de forma estratégica, conectando pessoas e ampliando meu alcance. Era natural para mim olhar para o digital como uma extensão da minha capacidade de gerar negócios.

Hoje, aos 42 anos, vejo a chegada da inteligência artificial como uma nova virada de chave. Assim como o digital ampliou meu alcance, a inteligência artificial expande minha mente e minhas possibilidades. Para mim, ela é uma extensão: uma forma de obter informação de maneira ainda mais rápida. Mas vai além — ela pensa junto comigo, encurta o tempo de execução de tarefas que antes eram longas, multiplica minha produtividade e até melhora a qualidade da minha entrega.

O que mais me surpreende é perceber que não se trata de substituir o humano, e sim de potencializar. A inteligência artificial tira o peso do operacional para que eu possa investir meu tempo no que é insubstituível: visão, estratégia e impacto humano.

IA de Boa: Nos últimos meses você tem falado bastante sobre agentes inteligentes. O que você enxerga como o maior diferencial deles em comparação com os “chatinhos” e os “botes” de antigamente?

Ana Tex: Os “chatinhos bots” de antigamente eram como aqueles atendimentos de telefone que a gente odiava: “Disque 1 para isso, disque 2 para aquilo”. Eles eram engessados, previsíveis e frustrantes.

Já os agentes inteligentes de hoje são totalmente diferentes. Você pode programá-los com vários tipos de resposta, contexto e até personalidade. Eles não seguem apenas um script fixo — eles se adaptam, entendem o que você quer e são capazes de agir em cenários complexos.

O diferencial é justamente essa flexibilidade. Não é mais sobre escolher uma opção de menu; é sobre ter uma tecnologia que pensa junto, cria caminhos e até surpreende com soluções que você não tinha considerado. É como sair de uma secretária eletrônica automática para ter um consultor estratégico disponível 24/7.

E é nesse ponto que iniciativas como a IP Estratégias vêm mostrando, na prática, como agentes bem estruturados podem transformar o relacionamento entre marcas e pessoas.

IA de Boa: Muitos empresários ainda estão acostumados apenas com o atendimento tradicional ou com chatbots muito limitados, e acabam não percebendo o quanto um atendimento inteligente pode transformar a experiência do cliente e os resultados da empresa. O que você diria para esses empresários que ainda têm receio de investir em agentes de inteligência artificial?

 Ana Tex: Eu entendo o receio de muitos empresários, porque realmente ficaram traumatizados com aquelas automações antigas, engessadas, que mais irritavam do que ajudavam. Só que a inteligência artificial não tem nada a ver com aquilo.

Ela não é uma programação única, de resposta padronizada. Pelo contrário: é viva, ramificada, capaz de se adaptar ao contexto e conversar de forma fluida, quase como se fosse um ser humano. A diferença é brutal: enquanto as antigas automações só executavam um fluxo pré-definido, os agentes inteligentes entendem intenção, aprendem com a interação e conseguem entregar soluções personalizadas em tempo real.

Ou seja, não estamos falando de um robô frio que afasta clientes, mas de um parceiro estratégico que aproxima, engaja e fideliza.

IA de Boa: Sua atuação impacta pessoas em todo o Brasil e até fora dele. Na sua visão, de que forma a IA pode democratizar oportunidades e ajudar regiões que estão apenas dando os primeiros passos nesse universo?

Ana Tex: Eu acredito que a inteligência artificial tem o poder de nivelar o jogo. Antes, empreendedores que estavam em grandes centros tinham muito mais acesso a informação, ferramentas e oportunidades. Hoje, com a IA, mesmo quem está em regiões mais distantes consegue acessar conhecimento, estruturar negócios e competir em alto nível.

Tenho acompanhado o quanto isso já acontece em iniciativas como a coluna IA de Boa e o trabalho da IP Estratégias, que mostram como é possível levar essa transformação para lugares onde antes ela parecia distante.

Como uma das minhas mentoradas, eu vejo de perto esse movimento ganhar corpo.

IA de Boa: Você costuma dizer que usa o GPT para tudo. Pode dar um exemplo prático de como os agentes de IA já otimizam sua rotina e te fazem ganhar tempo no dia a dia?

 Ana Tex: Eu costumo dizer que uso GPT para tudo mesmo, e não é exagero. Um exemplo prático: antes eu gastava horas para estruturar um plano de negócio, criar um relatório estratégico ou organizar um planejamento inteiro. Hoje, em poucos minutos, o agente de inteligência artificial já me entrega a primeira versão estruturada, com análises, tópicos organizados e até sugestões que eu não teria pensado sozinha.

Outro exemplo é quando preciso analisar uma documentação extensa. O agente lê, resume, destaca os pontos mais importantes e até sugere próximos passos. O que antes levava dias, agora faço em questão de minutos.

Na prática, isso significa ganhar tempo, aumentar produtividade e melhorar a qualidade da entrega. Enquanto o agente cuida dessa base, eu consigo focar no que realmente importa: tomar decisões estratégicas, criar visão de futuro e direcionar o meu time.

IA de Boa: Para quem está começando agora, especialmente pequenos empresários e profissionais liberais, qual seria um primeiro passo simples para aplicar inteligência artificial nos negócios?

 Ana Tex: O primeiro passo é simples: olhar para dentro da empresa e identificar onde se perde mais tempo. Todo negócio tem aqueles gargalos invisíveis — seja na hora de responder clientes, organizar planilhas, preparar relatórios ou até montar propostas comerciais.

Quando você encontra esses pontos, a inteligência artificial entra como solução prática: cria relatórios em minutos, responde clientes com contexto, organiza documentos extensos ou até sugere melhorias no processo. Em vez de tentar usar inteligência artificial para tudo de uma vez, o segredo é começar pelo gargalo que mais dói.

A lógica é clara: se você ganha tempo no que mais consome sua energia hoje, você abre espaço para crescer. A inteligência artificial não é só tecnologia, é um atalho para produtividade e lucro.

IA de Boa: Como você imagina o papel da IA nos próximos cinco anos dentro do marketing digital e da educação empreendedora?

 Ana Tex: Eu acredito que no primeiro momento os educadores e mentores vão usar a inteligência artificial de forma estética: para desenhar trilhas de aprendizagem mais atrativas, bem estruturadas e adaptadas ao perfil de cada aluno. Isso já é uma revolução, porque transforma o aprendizado de algo genérico para algo com identidade própria.

Mas o que mais me encanta é o próximo passo: a própria inteligência artificial retroalimentando essas trilhas. Ou seja, ela não só desenha o caminho inicial, como também acompanha o aluno, percebe onde ele trava, identifica seus pontos fortes e ajusta a jornada em tempo real. É como se cada pessoa tivesse um mentor invisível, moldando a experiência de aprendizado de forma contínua e personalizada.

No fundo, o papel da inteligência artificial será transformar a educação empreendedora em algo vivo e dinâmico, onde o conteúdo não é fixo, mas evolui junto com a pessoa que está aprendendo.

IA de Boa: Você é conhecida também por suas mentorias, que já transformaram a vida de muitos empreendedores. Como enxerga o papel desse tipo de acompanhamento no momento atual, em que a inteligência artificial começa a ganhar cada vez mais espaço?

 Ana Tex: Na mentoria, o que eu vejo é que o papel não é só ensinar a usar a inteligência artificial, mas ajudar o empreendedor a enxergar fontes de lucro que não dependam da presença dele — ou que dependam muito menos. Isso traz escala e liberdade, porque o negócio começa a rodar de forma mais independente.

Com a minha visão, acumulada em anos nesse mercado, eu consigo mostrar caminhos que muitas vezes o empresário não enxerga sozinho. E tem um outro ponto fundamental: a ambiência. Estar em um ambiente com outras pessoas no mesmo nível de busca, que também estão experimentando, aplicando e compartilhando, acelera muito o crescimento. Um aprende com o outro, compartilha estratégias e todo mundo cresce junto.

Então, o papel da mentoria nesse momento é ser o campo fértil onde tecnologia e experiência humana se encontram: o mentor direciona, a inteligência artificial potencializa e a comunidade impulsiona. É essa soma que cria transformação real.

IA de Boa: Você esteve recentemente no Vale do Silício. Poderia compartilhar o que mais te marcou nessa viagem?

Ana Tex: Nos últimos anos, tenho feito visitas frequentes ao Vale do Silício e cada ida é transformadora. É um lugar onde a tecnologia e a visão de futuro caminham lado a lado. O que mais me impacta é perceber como eles tratam a inteligência artificial não apenas como ferramenta, mas como parte estratégica da vida e dos negócios. Cada viagem renova minha visão de como podemos trazer essas inovações para o Brasil, de forma adaptada à nossa realidade.

IA de Boa: Para encerrar, deixo aqui o nosso agradecimento.

 Ana Tex: Foi um prazer participar desta edição da IA de Boa. Admiro profundamente iniciativas como essa, que abrem espaço para discutir inovação e levar a inteligência artificial de forma acessível para diferentes regiões do Brasil.

IA de Boa:  Foi uma honra contar com a sua presença nesta edição, Ana!💜Compartilhando não só conhecimento, mas também inspiração. Que esta conversa seja apenas o começo de muitas conexões e aprendizados.

 

🤖 IA com Personalidade – ZAI

Apresentamos o ZAI, nosso agente infantil.

Criado inicialmente para apoiar crianças neurodivergentes e seus cuidadores, o ZAI agora ganha um papel ampliado: também ajudar na orientação sobre segurança digital.

Seu design roxinho, diferente dos demais agentes da IP Estratégias, reflete justamente essa identidade mais próxima do universo infantil. É um agente pensado para comunicar de forma lúdica, mas com funções práticas para apoiar famílias, educadores e terapeutas.

Ficha técnica:

Nome: ZAI

Função: Apoio a crianças neurodivergentes + segurança infantil no uso dos meios digitais

 Identidade visual: Traços suaves, cor lilás/roxa para aproximar-se do universo infantil

Papel estratégico: Conectar tecnologia à proteção, transformando IA em uma aliada no desenvolvimento e na segurança das crianças

💉 Sem Anestesia:

Não existe neutralidade quando o assunto é infância. Ou protegemos nossas crianças no ambiente digital agora, ou seremos cúmplices das feridas que elas carregarão para sempre.

 Convite para Participar

A cada edição, mostramos que Inteligência Artificial não é só código: é estratégia, emoção e até transformação social.

Se você já teve alguma experiência com IA e quer contar sua história, envie para a IA de Boa. Sua vivência pode aparecer nas próximas edições.

E se quiser experimentar conversar com um dos nossos agentes digitais, também pode pedir pelo mesmo canal.

📩 E-mail: [email protected]

A inteligência artificial está mudando o mundo, e a IA de Boa está aqui para garantir que você faça parte dessa mudança — de um jeito simples, humano e cheio de boas ideias.

 

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