Jair Bolsonaro (PL) sinalizou a aliados que aceita apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como candidato à Presidência da República em 2026, mas impôs duas condições: que Michelle Bolsonaro (PL) seja vice na chapa e que Tarcísio consiga articular a união dos partidos de centro e de direita. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (3/10) em reportagem do jornalista Ranier Bragon, da Folha de S. Paulo.
O movimento ocorre em meio a resistências internas e dúvidas sobre a disposição do próprio governador. Siglas que integram o centrão já manifestaram desconforto com a presença da ex-primeira-dama na chapa, preferindo nomes que possam ampliar o alcance eleitoral de Tarcísio.
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Na segunda-feira (29/9), Tarcísio esteve com Bolsonaro em Brasília. Após a visita, declarou à imprensa que é candidato à reeleição em São Paulo em 2026. O ex-presidente, inelegível e em prisão domiciliar, tem recebido diversas lideranças desde agosto.
Até recentemente, Bolsonaro resistia em demonstrar apoio ao governador paulista, temendo perder espaço político diante do avanço dos processos relacionados à trama golpista. Também se mostrava contrário a incluir Michelle como vice. Nos bastidores, porém, passou a defender a presença do sobrenome da família na chapa, convencido de que a ex-primeira-dama pode percorrer o país e mobilizar sua base.
Um eventual acordo prevê que Tarcísio deixe o Republicanos e se filie ao PL até dezembro. A articulação, no entanto, enfrenta obstáculos: Michelle também é cogitada como candidata ao Senado no Distrito Federal, e parte dos partidos que Bolsonaro deseja reunir em torno do governador rejeita a ideia de ter um integrante da família na vice.
Entre as alternativas discutidas, nomes como o do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e o da ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS), aparecem em negociações para a vice. Líderes do centrão avaliam que a entrada de Tarcísio na disputa, com o apoio de Bolsonaro, é estratégica para herdar capital eleitoral do ex-presidente, mas defendem uma chapa mais palatável ao centro.




