Concurso público terá novas exigências com proposta de reforma administrativa

Estabilidade de servidores é mantida, mas com estágio probatório mais rigoroso

MPAC apura denúncias de irregularidades em concurso público da Educação do Acre. Foto: Reprodução

A proposta de reforma administrativa protocolada nesta quinta-feira (2/10) na Câmara dos Deputados traz mudanças significativas para concursos públicos e a gestão de servidores. O texto final, elaborado por um grupo de trabalho, estabelece critérios mais rígidos para a abertura de novos certames e exige planejamento estratégico para justificar contratações.

Pelas novas regras, qualquer órgão da União, Estados, Distrito Federal ou Municípios que pretenda realizar concursos precisará comprovar a real necessidade de novos servidores, vinculando as admissões ao cumprimento de metas e objetivos previamente definidos. Em situações específicas, será autorizada a contratação de profissionais em níveis mais altos da carreira, mas essa possibilidade ficará restrita a até 5% do quadro de cada órgão.

Estabilidade de servidores é mantida, mas com estágio probatório mais rigoroso / Foto: Reprodução

O texto também mantém a estabilidade no serviço público, porém com alterações no estágio probatório, que passa a ser mais rigoroso. Servidores poderão ser exonerados em caso de inaptidão para exercer a função.

Entre os principais pontos apresentados estão:

  • Planejamento estratégico com metas claras e de acesso público;

  • Estratégia Nacional de Governo Digital e criação de identificação digital única;

  • Realização de concursos unificados e progressão baseada no mérito;

  • Fim de privilégios como férias acima de 30 dias e benefícios automáticos por tempo de serviço;

  • Estabelecimento de limites fiscais para União, Estados e Municípios, assegurando responsabilidade fiscal.

Para que as mudanças entrem em vigor, a proposta ainda precisa ser analisada e aprovada pelo Congresso Nacional.

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