O presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), protagonizou um bate-boca com o deputado governista Alencar Santana (PT-SP), durante a sessão desta quinta-feira (16/10), depois de o petista dizer que o senador mineiro não apoiou o requerimento de criação da comissão.
A alteração começou depois de Alencar tentar rebater falas de integrantes da oposição que o criticavam por ele não ter apoiado a criação da comissão. Apesar disso, o petista disse que tem direito de fazer parte da investigação.
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Nesse contexto, apontou que Viana, apesar de ser eleito para presidir o colegiado em uma vitória para aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não é um dos signatários do requerimento para a instalação da CPMI.
Na sequência, Viana negou e disse que era, sim, um dos signatários, levando a oposição a vaias e risadas irônicas no meio da fala de Alencar Santana. “O senhor não assinou. Não está no requerimento”, atacou o petista.
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Pouco depois, Viana cortou a fala do deputado, alegando que ele estava atrasando o andamento da comissão, e pediu que ele encerrasse a fala.
“O senhor não vai repor meu tempo, tudo bem, vou fazer a minha questão de ordem. A censura prevalece em alguns momentos”, destacou Alencar.
O nome de Carlos Viana não consta no requerimento de instalação da CPMI do INSS, lido pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em 17 de junho. No total, assinaram 223 deputados federais e 36 senadores.
