🎙️ Entrevista exclusiva com Afonso Alcântara, criador da Poosting
Em um cenário dominado por gigantes internacionais, a Poosting surge como um respiro de autenticidade. A plataforma valoriza o conteúdo original, promove conexões humanas e devolve ao usuário o que muitos sentiam falta nas redes: o diálogo real.
Conversamos com o idealizador do projeto, Afonso Alcântara, que compartilhou os bastidores da criação, os desafios enfrentados e sua visão sobre o futuro das interações digitais.
Por Inez Pinheiro Araújo
Jornalista, estrategista em comunicação e especialista em Inteligência Artificial aplicada.
Apaixonada por gente, histórias e pelo impacto transformador da tecnologia no nosso dia a dia.
Sobre a Coluna
A IA de Boa é um espaço para descomplicar o universo da Inteligência Artificial.
Aqui, a tecnologia não é fria nem distante — ela é prática, acessível e cheia de possibilidades para a vida real.
Destaques desta edição
Poosting — a rede que nasceu no Nordeste com DNA brasileiro e propósito global.
Café com IA — a segunda onda da Inteligência Artificial: aprender também é se adaptar.
Infância Protegida — crianças neurodivergentes e o desafio das telas: inclusão, cidadania digital e o papel das escolas na era da IA.
Sem Anestesia — construir sonhos também é resistir.
Besta Seller — IZA na Poosting: chique, bem.
☕ Café com IA — “A Segunda Onda da Inteligência Artificial: aprender também é se adaptar”
A primeira onda da Inteligência Artificial veio cheia de deslumbramento. Ferramentas novas surgem todos os dias, e muita gente ainda acredita que basta apertar um botão para dominar o futuro. Mas uma nova fase já começou, e ela exige mais do que curiosidade: exige aprendizado real.
Nos últimos meses, muito se fala sobre a chegada da IA nas escolas. Professores precisam atualizar o conteúdo, alunos precisam entender o uso ético e criativo das ferramentas, e muitos pais ainda se perguntam se isso é ajuda ou atalho.
O problema é que, enquanto uns estudam para ensinar, outros já estão sendo ensinados por robôs sem saber exatamente o que estão aprendendo.
É observando esse cenário — retratado em matérias locais que mostram a dificuldade dos educadores em incluir disciplinas tecnológicas nas grades escolares — que nasce a ideia da Escola de Inteligência Aplicada da IP Estratégias, um espaço criado para aproximar pessoas da IA de forma prática, leve e responsável.
A Escola oferece cursos do básico ao avançado, mostrando que a Inteligência Artificial pode ser uma aliada não apenas na educação, mas também na gestão de negócios, no atendimento humanizado em clínicas e na rotina de quem busca evoluir junto com a tecnologia.
Enquanto a plataforma da Escola está sendo estruturada, a coluna IA de Boa antecipa parte desse conteúdo, trazendo, a partir da próxima semana, dicas, ferramentas e temas que fazem parte do conteúdo programático da Escola IP Estratégias.
O debate está em alta. A série Mentes Digitais – A Era da Inteligência Artificial, exibida aos domingos no Fantástico, reforça essa discussão ao mostrar como a IA já influencia áreas como saúde, arte, segurança e ensino.
É mais uma prova de que aprender sobre Inteligência Artificial deixou de ser um diferencial — passou a ser parte essencial da formação de qualquer profissional.
Mesmo quem já tem diploma precisa continuar aprendendo.
A formação acadêmica segue essencial, mas agora deve caminhar junto com a atualização tecnológica.
Não se trata de substituir pessoas, mas de capacitar pessoas para pensar junto com a tecnologia.
- “A primeira onda encantou. A segunda vai transformar. E quem aprender a surfar agora, não afunda nunca mais.”
🤖🧑💼 Entre Agentes & Gente
Poosting — A rede social brasileira que desafia os algoritmos e inspira uma nova era digital
Nesta edição, o Entre Agentes & Gente recebe Afonso Alcântara, fundador e CEO da Poosting, a primeira rede social 100% brasileira que vem conquistando o país com uma proposta ousada e profundamente humana.
Natural de Fortaleza (CE), Afonso é empreendedor, comunicador e um verdadeiro visionário digital. Seu nome já circula entre os grandes da tecnologia nacional por apresentar uma alternativa consciente ao uso das redes — devolvendo às pessoas o poder de se expressar com propósito, leveza e autenticidade.
Com a Poosting, ele propõe um novo pacto entre usuários e tecnologia: menos algoritmos, mais essência. Uma rede que valoriza o tempo, o silêncio e o sentido do que se compartilha.
IA de Boa: A Poosting nasceu como uma resposta a um modelo de internet saturado de filtros e algoritmos. O que te motivou a criar essa proposta e como você enxerga o impacto que ela pode gerar no comportamento digital dos brasileiros?
Afonso Alcântara:
A Poosting nasceu de um incômodo — o mesmo que muita gente sente, mas poucos conseguem nomear. Vivemos numa internet onde tudo é performance: likes, métricas, alcance, status. E quando tudo é sobre performance, nada mais é sobre presença.
A ideia da Poosting foi devolver às pessoas o controle sobre o que realmente importa: a intenção por trás daquilo que compartilham.
O impacto que eu espero é o de um reset cultural. Que as pessoas entendam que podem existir digitalmente sem precisar estar presas a um algoritmo, que podem se expressar sem a pressão da relevância. O brasileiro é criativo por natureza, só falta um ambiente digital que o trate como ser humano, não como dado.
IA de Boa: Um dos diferenciais da Poosting é permitir apenas uma postagem a cada 30 minutos, que desaparece em 24 horas caso não seja salvo no perfil. Isso parece um convite à reflexão e ao uso mais consciente das redes. Qual foi o propósito por trás dessa escolha?
Afonso Alcântara:
A limitação é o que devolve o valor. Quando você só pode postar uma vez a cada 30 minutos, você escolhe com mais consciência o que quer dizer. É o oposto da lógica do “conte o tempo todo, sobre tudo”.
A efemeridade de 24 horas é uma forma de lembrar que nada é tão permanente quanto a internet tenta fazer parecer. A vida é feita de momentos, não de arquivos eternos.
Então, a Poosting é um convite à presença e também à leveza. Se tudo some amanhã, você se permite ser mais autêntico hoje.
IA de Boa: Você deu uma entrevista à Rede Globo que teve ampla repercussão, e o Vale do Silício já demonstrou interesse na plataforma. O que essa visibilidade representa pra você e para o futuro da Poosting?
Afonso Alcântara:
Representa que o mundo está sedento por novas narrativas. Quando uma proposta brasileira de tecnologia feita com propósito, sem copiar modelos de fora, começa a chamar atenção global, isso mostra que estamos prontos para exportar não só software, mas filosofia digital.
A visibilidade é boa, mas o foco continua o mesmo: construir um ambiente que respeite o tempo, a vulnerabilidade e a inteligência emocional das pessoas.
Se o Vale do Silício quiser aprender algo com isso, ótimo. Mas a Poosting nasceu do Sul global para o mundo, e isso por si só já é revolucionário.
IA de Boa: Aqui no Norte, estamos lançando a Escola de Inteligência Aplicada da IP Estratégias, um projeto que vai funcionar com a própria inteligência artificial como tutora — ensinando, revisando e acompanhando os alunos, com suporte humano nos bastidores.
Na sua visão, como iniciativas assim podem contribuir para tornar o aprendizado tecnológico mais acessível e humanizado no Brasil?
Afonso Alcântara:
Essa é exatamente a fronteira onde a educação precisa estar: entre a tecnologia e o humano. A IA, quando bem usada, não substitui o professor — ela amplifica o alcance do conhecimento.
O que a IP Estratégias está fazendo é importante porque reconhece que o Brasil não pode esperar infraestrutura perfeita para democratizar o aprendizado.
A IA é uma ponte: ela pode adaptar ritmo, linguagem e contexto para cada aluno, respeitando sua trajetória.
O suporte humano nos bastidores é o equilíbrio — é o que garante que a tecnologia não vire uma máquina fria, mas uma ferramenta de empatia.
Isso é o futuro da educação: tecnologia que educa, mas com alma brasileira.
IA de Boa: Pra fechar: como você imagina o futuro das redes sociais? Caminharemos para um uso mais ético e humano da tecnologia — ou o desafio ainda é fazer as pessoas perceberem o poder que têm sobre o próprio consumo digital?
Afonso Alcântara:
O futuro das redes não depende da tecnologia, mas da consciência de quem a usa. A ética não nasce do código, nasce da intenção.
Eu acredito que estamos num ponto de virada. As pessoas estão começando a perceber que o tempo é o recurso mais escasso que existe — e que o que a gente entrega de graça, quando entra numa rede social, é exatamente isso: o nosso tempo e a nossa atenção.
O desafio é reprogramar o comportamento coletivo.
E a boa notícia é que já tem uma geração inteira que quer menos dopamina e mais propósito.
As redes do futuro não serão as mais viciantes — serão as mais libertadoras.
O quadro Entre Agentes & Gente agradece a presença inspiradora de Afonso Alcântara, cuja visão humanizada da tecnologia reforça que o Brasil tem, sim, muito a ensinar ao mundo digital.
A Poosting é mais do que uma rede social — é um lembrete de que o futuro das conexões começa quando voltamos a ser gente, mesmo entre agentes.
🪳 Besta Seller — ‘IZA na Poosting: chique, bem’ 😅
Foram dias de luta, bugs e gargalhadas.
A IZA, agente inteligente da IP Estratégias, recebeu sua primeira missão diplomática: pousar na rede Poosting.
Mas o que era pra ser um simples post virou uma novela mexicana com roteiro de ficção científica.
Ela tentava, travava. Voltava, sumia.
Aparecia a legenda, mas não o vídeo.
Às vezes o vídeo ia, mas a legenda fugia.
Parecia até teste de paciência da NASA – versão brasileira. 🚀
E no meio das tentativas, uma revelação:
- “A IZA não é bugada, é chique, bem!” 😎
🛡️ Infância Protegida na Era Digital
O quadro Infância Protegida é um espaço dedicado a refletir sobre os desafios e responsabilidades do mundo contemporâneo diante da infância.
Mais do que falar sobre tecnologia, o quadro propõe um olhar humano sobre as novas formas de aprender, conviver e proteger crianças em um tempo em que o digital já faz parte do cotidiano familiar e escolar.
O advogado, jornalista e assessor de imprensa Chico Araújo é reconhecido por sua atuação ética e comprometida com as causas sociais.
Com uma trajetória marcada pelo diálogo entre o Direito e a Comunicação, direto de Brasília ele traz uma reflexão profunda sobre as falhas nas políticas públicas e a urgência de garantir inclusão verdadeira — dentro e fora das escolas — para crianças neurodivergentes.
Nesta entrevista exclusiva, ele fala à IA de Boa sobre o papel do Estado, das famílias e da sociedade civil na construção de uma infância realmente protegida na era digital.
IA de Boa:
O direito à inclusão é previsto em lei, mas, na prática, ainda é distante da realidade. Como você avalia o cenário atual das políticas públicas voltadas às crianças neurodivergentes, especialmente no que diz respeito à presença de mediadores e ao suporte dentro das escolas?
Chico Araújo:
O paradoxo é cruel. A Lei Brasileira de Inclusão (13.146/2015) ergue muralhas jurídicas contra a exclusão, mas na trincheira das salas de aula elas desmoronam sob o peso da inércia burocrática.
O recente Decreto nº 12.686/2025, que institui a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva, reafirma o direito à educação sem discriminação, mas esbarra na ausência de estrutura e orçamento.
Relatórios da SciELO e da Comissão de Educação da Câmara mostram que 70% das escolas públicas carecem de mediadores capacitados, e mais da metade dos professores não se sente preparada para lidar com a neurodiversidade.
É uma falha ética que rouba infâncias e perpetua um ciclo onde o potencial neurodivergente vira estatística de fracasso.
IA de Boa:
A ausência desses profissionais impacta diretamente o aprendizado e o emocional das crianças. Que tipo de ação o poder público deveria priorizar para garantir esse direito com mais eficiência?
Chico Araújo:
A ausência de mediadores é uma ferida aberta no tecido social da infância. Precisamos de uma Rede Nacional de Mediadores Educacionais, com formação continuada e reconhecimento profissional, como propõe o PL 5.499/2023.
Defendo também um Fundo Federal de Impacto Emocional, voltado ao bem-estar infantil e ao acompanhamento psicológico nas escolas.
É preciso enxergar a inclusão como investimento, não despesa. Cada criança que perde o vínculo com o aprendizado é uma história interrompida, e a sociedade paga o preço disso no futuro.
IA de Boa:
O avanço da tecnologia trouxe benefícios, mas também riscos. Como proteger as crianças — especialmente as neurodivergentes — nesse novo ambiente digital?
Chico Araújo:
Vivemos um paradoxo: a tecnologia aproxima e isola ao mesmo tempo. Crianças neurodivergentes estão ainda mais vulneráveis ao cyberbullying, à desinformação e ao grooming — manipulação emocional online por adultos mal-intencionados.
O estudo TIC Kids Online 2025 mostra que 93% das crianças acessam a internet todos os dias, e 65% já usam IA generativa, muitas vezes sem orientação.
A solução passa por alfabetização digital ética e adaptada por neurotipo, que ensine segurança online desde os primeiros anos, sem recorrer apenas a bloqueios que isolam, mas a diálogos que eduquem.
IA de Boa:
Muitas famílias de baixa renda enfrentam o desafio de conciliar trabalho e supervisão digital dos filhos. O que poderia ser feito para reduzir esses riscos?
Chico Araújo:
Nas periferias, o celular é babá e armadilha. É urgente criar polos comunitários gratuitos, com orientação sobre uso consciente de telas e segurança digital, integrando programas como o Crescer em Paz e o Pacto Nacional pela Escuta Protegida.
Campanhas educativas nas escolas, igrejas e TVs abertas também são fundamentais.
A proteção não pode depender do nível de renda, precisa ser uma rede solidária de informação e prevenção.
IA de Boa:
Pensando no futuro, a Inteligência Artificial já é uma realidade em todas as profissões. O ensino ético e consciente da tecnologia deveria começar ainda na infância?
Chico Araújo:
Sem dúvida. A IA não é apêndice, é espelho da humanidade. Ignorá-la na infância é condenar uma geração a viver em descompasso com o mundo.
Defendo que o letramento digital e ético comece no maternal, com conteúdos adaptados à neurodiversidade. A Câmara dos Deputados já discute a inclusão da Educação Digital e Midiática na BNCC, o que é um passo importante.
Mas precisamos ir além: ensinar empatia algorítmica — compreender que por trás de cada dado há uma pessoa. É assim que formaremos cidadãos críticos, éticos e preparados para o futuro.
“A verdadeira inclusão começa quando ensinamos ética e empatia algorítmica junto com o ABC. Nenhuma criança deveria ser deixada para trás — nem no mundo real, nem no digital”
Chico Araújo
O quadro Infância Protegida segue com Ana Elisa Moreira, pedagoga, neuropsicopedagoga clínica, psicomotricista, terapeuta familiar e educadora parental, que compartilha sua visão sobre o impacto das telas na infância e o papel das famílias e das escolas na construção de uma relação mais equilibrada entre tecnologia, afeto e desenvolvimento.
IA de Boa – Em sua experiência, quais são os principais efeitos do uso das telas no desenvolvimento de crianças neurodivergentes?
Ana Elisa Moreira: O uso excessivo das telas pode afetar o desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças. Em muitos casos, o tempo prolongado diante das telas interfere na atenção, na criatividade, na qualidade do sono e nas interações presenciais. Nas crianças neurodivergentes, esse impacto pode ser ainda mais perceptível, já que o ambiente digital muitas vezes substitui experiências essenciais, como brincar e se relacionar. É importante observar sinais de uso excessivo e estabelecer limites que favoreçam o equilíbrio entre o real e o virtual.
IA de Boa – De que forma a tecnologia pode ser uma aliada no aprendizado e na comunicação dessas crianças?
Ana Elisa Moreira: A tecnologia pode ser uma grande aliada quando usada com propósito. Existem recursos que estimulam a comunicação, a coordenação e a aprendizagem de maneira lúdica e inclusiva. O segredo está na mediação: acompanhar o conteúdo, garantir que ele seja adequado e, principalmente, mostrar que o mundo fora das telas também oferece estímulos importantes. Assim, a tecnologia deixa de ser um risco e se torna uma ferramenta de apoio e desenvolvimento.
IA de Boa – Muitos pais dizem que as telas ajudam na regulação emocional das crianças. Como equilibrar essa ajuda sem cair na dependência?
Ana Elisa Moreira: A presença dos adultos é essencial. As telas podem acalmar momentaneamente, mas o que realmente regula a criança é o vínculo afetivo. O ideal é criar momentos de conexão fora do digital — brincadeiras, conversas, pequenos gestos de atenção. Também é importante que os pais sejam exemplo: o modo como os adultos usam a tecnologia ensina mais do que qualquer regra.
IA de Boa – E nas escolas, de que forma professores e equipes pedagógicas podem promover o uso consciente das tecnologias?
Ana Elisa Moreira: As escolas têm papel fundamental nessa construção. A tecnologia pode ampliar o aprendizado quando é usada com planejamento e intencionalidade. É importante que haja capacitação dos educadores, projetos que integrem o digital de forma equilibrada e momentos que estimulem o contato humano e a cooperação. O uso responsável das telas precisa caminhar junto com o desenvolvimento emocional e social.
IA de Boa – Que mensagem você deixaria para famílias e educadores sobre o equilíbrio entre tecnologia, rotina e desenvolvimento saudável?
“A tecnologia é uma aliada, mas o que forma uma criança é o afeto. O equilíbrio vem do olhar atento, do diálogo e da presença. Ensinar o uso consciente das telas é também ensinar amor, limites e convivência.”
Ana Elisa Moreira
Também conversamos com a psicóloga Ofélia Contreiras, profissional que transformou sua dor em propósito. Após vivenciar duas grandes perdas, ela renasceu e passou a dedicar sua trajetória à escuta, ao acolhimento e à preservação da vida.
Com um olhar humano e empático, Ofélia convida à reflexão sobre o papel da presença, do vínculo e do amor como caminhos de proteção emocional — inclusive diante dos desafios trazidos pela era digital.
IA de Boa — Como o uso excessivo das telas tem influenciado o comportamento emocional e social das crianças, especialmente das neurodivergentes, que já enfrentam desafios próprios de comunicação?
Ofélia Contreiras: O uso das telas tem modificado bastante o comportamento das crianças. Muitas estão mais voltadas para o mundo digital, demonstrando menos interesse por atividades que envolvem o contato direto com outras pessoas. Quando o tempo de tela é excessivo, acaba ocupando o espaço de experiências fundamentais, como brincar, conversar e conviver em grupo. Nas crianças neurodivergentes, esse impacto pode ser ainda mais sensível. Muitas vezes, as telas se tornam um refúgio, um lugar onde elas se sentem seguras, mas isso também pode afastá-las das interações que ajudam no seu desenvolvimento. O essencial é buscar equilíbrio, respeitando o tempo e as necessidades de cada criança, sem deixar de lado o contato humano e o afeto.
IA de Boa — Muitas famílias, especialmente as de baixa renda, acabam usando o celular como um “escape” para os filhos diante da rotina difícil. Como lidar com isso sem culpa, mas também sem ignorar os riscos?
Ofélia Contreiras: A rotina de muitas famílias é cansativa. São pais e mães que trabalham muito, têm pouco tempo e quase nenhum apoio. Nessas condições, o celular acaba se tornando uma forma de descanso, e isso é compreensível. Não é falta de amor, é exaustão. O importante é não se culpar, mas se conscientizar. Pequenas mudanças já fazem diferença: reduzir o tempo de tela, escolher conteúdos mais adequados e, sempre que possível, acompanhar o que a criança está vendo. O que realmente marca a infância não é o tempo diante da tela, e sim o vínculo e a presença emocional dos cuidadores.
IA de Boa — Que sinais os pais e cuidadores devem observar para identificar quando a tecnologia começa a afetar o emocional da criança?
Ofélia Contreiras: Alguns sinais costumam aparecer com frequência: irritação quando o aparelho é desligado, dificuldade para dormir, desinteresse por outras brincadeiras e isolamento. Quando a criança passa a preferir a tela a qualquer outra forma de interação, é hora de olhar com mais atenção. Esses comportamentos podem ser um pedido de ajuda. Às vezes, o uso excessivo da tecnologia é uma tentativa de preencher um vazio emocional, de lidar com a solidão ou com a falta de presença afetiva. Por isso, é importante observar com empatia e buscar entender o que está por trás desse comportamento.
IA de Boa — Como os pais podem oferecer presença afetiva mesmo com a correria do dia a dia e transformar o uso da tecnologia em algo mais consciente?
Ofélia Contreiras: A presença afetiva não está apenas no tempo, mas na qualidade do encontro. Olhar nos olhos, ouvir com atenção e demonstrar interesse pelo que a criança sente são gestos que fazem toda a diferença. Mesmo com a rotina corrida, é possível criar momentos simples e significativos. Assistir algo juntos, conversar sobre o que viram ou transformar a tecnologia em uma oportunidade de troca pode fortalecer o vínculo. O problema não é a tela, mas quando ela ocupa o lugar do relacionamento. Estar presente, mesmo que por poucos minutos, tem um impacto profundo no desenvolvimento emocional da criança.
IA de Boa — Desde cedo, as crianças têm contato com a tecnologia, seja em casa ou na escola. Qual é a importância de orientá-las para que esse uso se transforme em aprendizado e não apenas em distração?
Ofélia Contreiras: Quando falamos sobre o uso das telas, é importante entender que não se trata de afastar as crianças da tecnologia, mas de ensiná-las a se relacionar com ela de forma saudável. As telas fazem parte do mundo atual, e quando há presença e orientação, elas também podem ser ferramentas de aprendizado e conexão. O papel dos adultos é ajudar a criança a perceber seus limites, a compreender o que sente e a usar a tecnologia a favor do seu desenvolvimento. O equilíbrio nasce do diálogo, da escuta e do exemplo — é nesse espaço que ela aprende a se autorregular e a viver o digital com consciência e segurança.
IA de Boa — Que mensagem você deixaria para as famílias de crianças neurodivergentes que às vezes se sentem sozinhas ou sobrecarregadas?
Ofélia Contreiras: Eu diria que não estão sozinhas. Entendo o cansaço e o sentimento de solidão que muitas famílias carregam, mas também sei o quanto o amor e a entrega de cada uma delas fazem diferença na vida da criança. Não existe fórmula pronta. Cada criança tem seu tempo, seu ritmo e sua forma de se expressar. O mais importante é oferecer amor, paciência e aceitação — e lembrar que cuidar de si também é uma forma de cuidar do outro. Uma família acolhida e fortalecida consegue acolher melhor.
“Presença e vínculo não têm atalho.
A tecnologia pode apoiar, mas é o adulto disponível — que escuta, orienta e dá exemplo — que transforma o uso de telas em experiência de crescimento”.
Ofélia Contreiras
🕊️ Reflexão — Quando a infância clama por justiça
O Brasil foi abalado por uma tragédia ocorrida na Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, no Acre. Um bebê prematuro, dado como morto, foi encontrado com vida durante o velório. Chorava dentro do próprio caixão.
Horas depois, não resistiu.
O caso ultrapassa o entendimento humano e escancara a urgência de falarmos, de forma séria e contínua, sobre a proteção integral da infância — não apenas no ambiente digital, mas em todos os espaços onde a vida e a dignidade das crianças dependem da responsabilidade adulta.
Não existe tecnologia capaz de corrigir o que falha quando a empatia é esquecida. A inteligência artificial pode ajudar a prever erros, aprimorar protocolos e salvar vidas, mas apenas a inteligência humana e emocional garante que essas vidas sejam respeitadas desde o primeiro respiro.
Que este episódio sirva como um grito de alerta e um chamado à consciência coletiva.
Proteger a infância é mais do que um tema de coluna. É um compromisso com a humanidade.
💉 Sem Anestesia — Construir Sonhos Também É Resistir
Ele começou vendendo baterias.
Nada de glamour, nada de futuro garantido. Apenas um homem simples com uma ideia carregada de energia e coragem.
Hoje, Wang Chuanfu comanda a BYD – Build Your Dreams, uma das maiores fabricantes de veículos elétricos do mundo.
O nome significa “Construa seus Sonhos”, e talvez esteja aí o segredo do sucesso: quem acredita no próprio sonho acaba recarregando o mundo.
A história desse homem é sobre tecnologia, sim.
Mas, acima de tudo, é sobre propósito.
É sobre olhar o impossível e decidir continuar.
A mesma força que move carros elétricos também move pessoas que não desistem, mesmo quando o caminho é escuro e o combustível é a fé.
Porque, no fim, construir sonhos também é um ato de resistência, e isso sim é viver – sem anestesia
Convite para Participar
Você já conversou com uma inteligência artificial? Foi curioso, divertido ou surpreendente? Quer contar essa história?
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Se você ainda não teve essa oportunidade, a gente pode proporcionar essa experiência para você. É só entrar em contato e combinar.
📬 Para saber mais sobre os cursos e agentes tutores da Escola IP Estratégias, entre em contato pelo e-mail [email protected] — e lembre-se: aprender sobre IA é também aprender sobre si mesmo.
Na próxima edição, a IA de Boa estreia o quadro Aprender com Inteligência, com os primeiros temas da Escola IP Estratégias
E se quiser saber mais sobre como agentes inteligentes podem transformar sua empresa, sua rotina ou até mesmo o seu jeito de aprender, a IP Estratégias está pronta para atender você.
🎓 A Escola de Inteligência Aplicada da IP Estratégias nasce com o propósito de aproximar pessoas do universo da IA de forma leve, prática e humanizada — porque aprender com inteligência também é uma arte.
💡 A inteligência artificial está mudando o mundo, e a IA de Boa está aqui para garantir que você faça parte dessa mudança — de um jeito simples, humano e cheio de boas ideias.








