PF cumpre mandados em nova fase de operação que apura fraudes no INSS

A Polícia Federal (PF) iniciou, na manhã desta quinta-feira (9/10), nova fase da Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em aposentadorias e benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A operação tem o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

A Farra do INSS foi revelada pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de 2023. Em abril deste ano, o escândalo tornou-se alvo da PF por meio da primeira fase da Operação Sem Desconto, que tem deflagrado uma série de medidas contra a organização criminosa que operava os descontos.

São cumpridos 66 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos estados de São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e Distrito Federal.

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PF deflagrou nova fase da Operação Sem Desconto

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PF cumpre 66 mandados de busca e apreensão nesta quinta (9/10)

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Ação ocorre em 7 estados e no DF

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Ação tem o objetivo de aprofundar as investigações da Fraude do INSS

Divulgação/ PF

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Segundo a PF, a ação desta quinta-feira tem o objetivo de aprofundar as investigações e esclarecer a prática de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

Na última etapa da operação, em 12 de setembro, policiais federais prenderam Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti.

Além de representar entidades envolvidas no esquema, o Careca  é visto como o principal operador do esquema, com procuração de pelo menos oito entidades para atuar em seus nomes. Ele é acusado de corromper ex-diretores e o ex-procurador-geral do INSS com pagamentos a empresas e até mesmo transferência de carrões de luxo a parentes deles.

Já Camisotti é apontado como controlador de três entidades e dono de empresas de seguros e planos de saúde que receberam milhões de reais das associações.

A farra do INSS

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril deste ano e que culminou nas demissões do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

 

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