Dr.ᵃ Ana Caroline Fonseca fala ao podcast Voz que eleva sobre semana mundial do diabetes e hábitos cotidianos

O bate-papo trouxe também os cuidados sobre a saúde do homem em alusão ao novembro azul

A apresentadora Irinéia Barbosa conduziu nesta semana o episódio especial e ao vivo do podcast Voz que Eleva, que contou com a presença da endocrinologista Dr.ᵃ Ana Caroline Fonseca em uma conversa esclarecedora sobre saúde, prevenção e qualidade de vida. Em alusão ao Novembro Azul e à Semana Mundial e Nacional do Diabete, o bate-papo trouxe dados, alerta e orientações sobre obesidade, hábitos alimentares e o avanço do diabete no Acre, uma pauta que vai muito além das estatísticas e convida à reflexão sobre o cuidado com o próprio corpo.

Durante a conversa, Dr.ᵃ Ana destacou que o problema não está somente na balança, mas na composição da alimentação e no modo como vivemos o dia a dia. “Há uma alta ingestão de carboidratos, como a farinha, e um consumo muito baixo de proteínas. Essa combinação tem impacto direto no aumento dos casos de diabete”, ressalta.

No Acre, o cenário reflete os efeitos da alimentação e dos hábitos culturais. “Nós consumimos muito carboidrato, como farinha e tapioca, e pouquíssima proteína. E isso não está ligado apenas à condição financeira, mas também à cultura. Há pessoas com boa renda que simplesmente não gostam de frutas e hortaliças”, comenta a médica.

O alerta também se estende à faixa etária. Segundo a especialista, o risco de desenvolver diabete começa aos 35 anos, e não apenas após os 45, como muitos acreditam. O perigo, no entanto, nem sempre está no excesso de peso aparente.

“Aquela barriguinha do falso magro também é sinal de desequilíbrio metabólico. Hoje, não olhamos para o peso isoladamente: o que realmente importa é o percentual de gordura e como ele se distribui. Às vezes, a pessoa tem o peso considerado normal, mas carrega uma gordura visceral, aquela que se acumula na região abdominal, e que está diretamente ligada ao aumento do risco de diabete, doenças cardiovasculares e outros distúrbios metabólicos.”

Outro ponto de atenção destacado pela endocrinologista é o comportamento sedentário. Ficar sentado por seis a oito horas por dia, segundo ela, é “o novo fumar”. Mesmo quem pratica atividades físicas pode estar em risco se passa longos períodos sem se mover. O corpo pede movimento, descanso e regularidade, três pilares que, quando negligenciados, comprometem a saúde metabólica e o bem-estar.

No episódio especial em alusão ao novembro Azul e a Semana Muncial e Nacional do diabete, a Dr.ᵃ Ana reforçou que cuidar de si é um exercício diário de consciência e equilíbrio. Falar sobre diabete é, sobretudo, falar sobre estilo de vida, escolhas e prevenção. O Voz que Eleva convida à reflexão sobre esses cuidados e inspira mudanças possíveis, mostrando que pequenas atitudes podem gerar grandes transformações.

Assista ao episódio completo no YouTube do Voz que Eleva Podcast e descubra como informação e autocuidado caminham juntos para uma vida mais saudável.

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