“Foi um pedido meu”: padre que se filiou ao PT diz que pediu liberação à Diocese para entrar na política

Mesmo afastado das funções religiosas, Menezes afirmou estar “feliz e ciente das decisões tomadas”

O religioso destacou ainda que o afastamento é necessário para que possa se dedicar à agenda política pelo Acre | Foto: Reprodução

O padre Antônio Menezes confirmou que a suspensão do uso de ordens anunciada pela Diocese de Rio Branco ocorreu a pedido dele próprio. O religioso afirmou ter solicitado formalmente ao bispo dom Joaquín Pertiñez e ao Conselho de Presbíteros sua liberação para dedicar-se integralmente à pré-campanha eleitoral, após filiar-se ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Segundo Menezes, a decisão foi tomada por iniciativa pessoal e comunicada por meio de uma carta encaminhada à liderança da Diocese. Ele afirmou que preferiu afastar-se temporariamente das atividades religiosas para evitar interpretações de que estaria utilizando a Igreja como plataforma política.

O religioso destacou ainda que o afastamento é necessário para que possa se dedicar à agenda política pelo Acre | Foto: Reprodução

“Eu escrevi a carta pedindo para o Dom Joaquim e para o Conselho a minha liberação para eu ir para a política, fazer a pré-campanha. Então, isso aí foi um pedido meu. Eu realmente pedi, eu escrevi uma carta pedindo, solicitando isso. Então, realmente, ao longo desse tempo da pré-campanha, eu escolho não estar celebrando também, porque depois vão dizer, ah, o padre está usando a igreja para se promover”, explicou.

O religioso destacou ainda que o afastamento é necessário para que possa se dedicar à agenda política pelo Acre, já que atuava em duas paróquias e não tinha tempo suficiente para participar das atividades de pré-campanha.

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“Então é bom esse tempo para mim, exatamente porque agora eu vou procurar os meus amigos, minhas amigas, simpatizantes, pessoas comprometidas com o mundo novo, com o projeto novo, com o Acre diferente. Então eu, padre Antônio, de livre e espontânea vontade, hoje, com a permissão, é claro, de Dom Joaquim, a permissão do conselho dos padres, eu venho de livre e espontâneo de vontade de fazer essa experiência, eu estou muito feliz, muito contente e muito ciente dessas situações”, afirmou.

A Diocese de Rio Branco divulgou nota no último sábado (29) anunciando a suspensão do uso de ordens do sacerdote, medida que impede o padre de celebrar sacramentos ou atuar como presbítero, exceto em casos de emergência previstos no Código de Direito Canônico. O comunicado afirma que a decisão segue as normas da Igreja diante da filiação partidária e da intenção de disputar um cargo político.

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A suspensão ocorre após a filiação de Menezes ao PT, durante evento em Xapuri com a presença de lideranças estaduais e nacionais da sigla. O padre, que já foi candidato a vice-prefeito em 2024, declarou que pretende concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026 e justificou sua escolha partidária pela defesa da justiça social e do meio ambiente.

Mesmo afastado das funções religiosas, Menezes afirmou estar “feliz e ciente das decisões tomadas” e agradeceu o apoio recebido de fiéis e aliados.  “Claro que continuo sendo padre, depois da das eleições eu escrevo outra carta pedindo para voltar missão, para celebrar, sobretudo as missas, mas nada impede que o padre seja político. Isso aí são coisas normais, os trâmites necessários tem que acontecer, mas está todo mundo ciente, eu estou muito feliz, muito contente”, concluiu.

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