Um pastor evangélico invadiu um centro espírita e destruiu diversos objetos considerados sagrados durante um culto, em Rondônia. O episódio, registrado em vídeo por frequentadores do local, gerou revolta nas redes sociais e reacendeu o debate sobre intolerância religiosa no país.
Segundo relatos, o homem entrou no espaço de forma agressiva, interrompeu a cerimônia e passou a quebrar imagens, utensílios e objetos utilizados nos rituais espirituais. Fiéis tentaram conter a situação, mas o pastor continuou o ataque até ser retirado do local.

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As imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento da invasão e o estado de destruição do centro após o ocorrido. Não há registro de feridos, mas os danos materiais foram significativos.
Pastor evangélico INVADE centro espírita e DESTRÓI vários objetos sagrados em RO. pic.twitter.com/L4e1VCiocI
— POPTime (@siteptbr) December 18, 2025
Polícia investiga intolerância religiosa
A Polícia Civil de Rondônia informou que abriu investigação para apurar o caso. O pastor poderá responder por dano ao patrimônio, perturbação de culto religioso e intolerância religiosa, crime previsto em lei.
Representantes do centro espírita registraram boletim de ocorrência e afirmaram que o ataque causou não apenas prejuízos materiais, mas também impacto emocional nos frequentadores.
“O que aconteceu foi um ato de ódio e desrespeito. Não se trata de divergência religiosa, mas de violência”, afirmou um dos responsáveis pelo local.
Repercussão e repúdio
Entidades religiosas, lideranças espirituais e usuários das redes sociais se manifestaram repudiando o episódio. A Constituição Federal garante a liberdade religiosa e a proteção aos locais de culto, independentemente da crença.
O caso se soma a outros episódios recentes de ataques a terreiros, centros espíritas e templos de religiões de matriz africana, frequentemente classificados como crimes de intolerância religiosa.
A polícia segue ouvindo testemunhas e analisando as imagens para identificar todas as circunstâncias do ocorrido.
Fonte: Polícia Civil de Rondônia e registros em redes sociais / Reprodução X
✍️ Redigido por ContilNet
