Retrospectiva 2025: deixa eu falar com você


Chega essa época do ano e é sempre a mesma coisa, né? A TV faz retrospectiva, os portais listam fatos, números, crises, conquistas… tudo muito importante, claro. Mas hoje eu quero te convidar para uma outra retrospectiva. Mais íntima. Mais honesta. A sua.

Me diz: o que aconteceu com você nesses últimos 12 meses?

Lá no começo do ano, entre janeiro e março, você lembra da energia? Aquela empolgação quase automática. Planos, sonhos, listas mentais (ou escritas mesmo). A dopamina lá em cima. “Agora vai”, você pensou. Sonhou, planejou, agiu. Executou do jeito que deu. Acreditou de verdade.

E aí… a vida entrou sem pedir licença.

Nem tudo saiu como o combinado. Algumas coisas simplesmente não deram certo. Vieram tristezas que você não previa, situações fora do plano original, pessoas que decepcionaram, promessas que não se cumpriram. Talvez um diagnóstico inesperado. Talvez uma traição. Talvez um cansaço tão grande que você nem soube explicar.

Mas deixa eu te lembrar de algo importante: nem tudo foi perda.

Teve coisa que deu certo, sim. Talvez não do jeito que você imaginou, talvez menor do que o sonho inicial, mas deu. Ao longo do ano, novos sonhos foram surgindo enquanto outros precisaram ser encerrados. Ajustes. Recalculando a rota. E tá tudo bem. Isso também é viver.

A vida não acontece parada. Ela acontece no movimento.

Outro dia lembrei de uma frase dita por um amigo próximo da Preta Gil: “Ela criou um movimento de viver.” Olha que definição forte. Criar um movimento de viver é não desistir quando o plano falha. É não deixar a dor te paralisar. É entender que, mesmo quando algo desanda, parar não é opção.

Movimentar-se não é fingir que está tudo bem. É não permitir que a tristeza trave sua mente. É ajustar o plano de longo prazo quando o inesperado aparece e focar no que dá pra fazer agora. Hoje. No curto prazo. Um passo possível de cada vez.

Nem tudo que acontece é para o seu fim. Muitas coisas acontecem para te levar a uma vida melhor, ainda que, no começo, doa demais para enxergar isso.

Em 2025, algumas pessoas foram embora sem se despedir. Outras chegaram como verdadeiros anjos. Teve rotina pesada, dias longos, vontade de largar tudo. Mas também teve surpresa boa. Teve gesto simples que te fez respirar aliviado. Teve momento que reacendeu sua fé em dias melhores.

Se essa fosse a sua retrospectiva oficial, talvez não tivesse manchete, nem trilha sonora dramática. Mas teria coragem. Teria verdade. Teria crescimento.

Então, antes de virar o calendário, faz só uma coisa: não pare. Continue em movimento. Mesmo cansado. Mesmo ajustando sonhos. Mesmo sem todas as respostas.

Porque, no fim das contas, a vida — essa vida real, imperfeita e profundamente humana, só acontece quando você escolhe seguir.

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