Usuários do plano de saúde Bradesco Saúde no Acre têm denunciado uma realidade alarmante: mensalidades elevadas e pouca ou nenhuma assistência quando mais precisam. Relatos se acumulam e apontam falhas graves na rede credenciada, ausência de atendimento de urgência e carência de especialistas, situação que tem colocado vidas em risco.

Diante do aumento das reclamações, usuários cobram respostas do Bradesco Saúde e maior atuação dos órgãos fiscalizadores/Foto: Reprodução
Na semana passada, uma jovem senhora enfrentou um episódio de crise de pânico e buscou atendimento médico de urgência. Mesmo pagando um dos planos mais caros do país, ela não encontrou nenhum hospital credenciado disponível para atendimento imediato. O caso gerou indignação e reforçou a percepção de abandono enfrentada por muitos beneficiários no estado.
A situação se torna ainda mais preocupante em casos graves. Beneficiários relatam que, em caso de necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o Bradesco Saúde não oferece estrutura suficiente no Acre. A escassez de leitos credenciados faz com que pacientes fiquem expostos a riscos extremos, dependendo de transferências para outros estados ou do pagamento de serviços particulares.
Outro problema recorrente é a falta de médicos especialistas na rede credenciada. Consultas com cardiologistas, neurologistas, psiquiatras e outros profissionais essenciais são difíceis de agendar ou simplesmente inexistem no estado. Diante disso, muitos acreanos são obrigados a arcar com passagens aéreas e custos elevados para buscar atendimento em grandes centros do país, como São Paulo, Brasília e Goiânia.
Apesar de se apresentar como um plano de cobertura nacional e alto padrão, na prática o Bradesco Saúde oferece, no Acre, uma assistência considerada limitada e insuficiente pelos usuários. Para muitos, o serviço não condiz com os valores cobrados mensalmente, gerando frustração e sensação de desrespeito.
Especialistas em direito do consumidor lembram que operadoras de planos de saúde são obrigadas a garantir rede assistencial compatível com a demanda em cada estado onde atuam. A falta de estrutura pode configurar descumprimento contratual e violação de normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Diante do aumento das reclamações, usuários cobram respostas do Bradesco Saúde e maior atuação dos órgãos fiscalizadores. A saúde não pode ser tratada como produto de luxo nem como promessa vazia.
