Justiça condena membro de facção acusado de tortura e tentativa de homicídio, em Rio Branco

Réu recebeu pena de 9 anos e 11 meses por crime ocorrido em julho do ano passado

O Tribunal do Júri de Rio Branco condenou um homem apontado como disciplinador de uma facção criminosa por tortura e tentativa de homicídio, em julgamento encerrado no final da tarde desta sexta-feira (16), no Fórum Criminal da capital. A decisão foi proferida pelo Conselho de Sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar.

O réu Athos Nascimento de Freitas foi responsabilizado por tentar matar Cleber de Souza Lima durante um episódio ocorrido em julho do ano passado, no bairro Cidade Nova. Conforme a sentença, o magistrado Álesson Braz fixou a pena em 9 anos e 11 meses de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Réu recebeu pena de 9 anos e 11 meses por crime ocorrido em julho do ano passado/Foto: Reprodução

A investigação apontou que a vítima era suspeita de cometer furtos na região e teria recebido advertências de integrantes de uma organização criminosa que atua no bairro. Mesmo após os alertas, ele voltou a ser acusado de novos delitos, o que motivou a ordem de punição interna determinada pelo chamado “tribunal do crime”.

Athos Freitas e Denis Santana Esteves teriam sido designados para executar o castigo. Cleber de Souza Lima foi abordado enquanto circulava por uma via do bairro e levado para uma área afastada, nas proximidades da região da Canarana, onde sofreu agressões. Durante a ação, a vítima conseguiu escapar e fugir, mesmo ferida, obrigando os autores a deixarem o local.

Cleber foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado para atendimento médico. Apesar das lesões provocadas durante a violência, o estado de saúde não apresentava risco de morte.

Após diligências da Polícia Militar, os suspeitos foram presos e conduzidos à Delegacia de Flagrantes (Defla), onde foram autuados. No julgamento, Denis Santana foi absolvido por insuficiência de provas, enquanto Athos Nascimento de Freitas teve a condenação confirmada pelo júri popular

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