Acre fecha 2025 com desemprego a 6,4% e rendimento médio com salto para quase R$ 3 mil

Menor taxa de desocupação em anos consolida retomada econômica no estado

Varejo tradicional cresceu 2,5% no Acre, enquanto o ampliado avançou 2,1%, com desempenho menor nos setores de veículos e construção.
Taxa de desocupação apresentou recuo no Acre. Foto: Odair Leal/Sesacre

O mercado de trabalho no Acre encerrou o quarto trimestre de 2025 com marcas históricas. Segundo os novos dados da PNAD Contínua divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação no estado recuou para 6,4%. O índice é um dos menores já registrados desde o início da série histórica em 2012 e representa uma queda de 1,1% em comparação ao terceiro trimestre do mesmo ano.

O relatório confirma que o nível de instrução é o principal passaporte para o emprego: enquanto a taxa geral cai, quem não concluiu o ensino médio enfrenta um desemprego de 9,1%. Já para aqueles com nível superior (completo ou incompleto), o índice é significativamente menor, fixado em 5,5%.

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A pesquisa também expõe disparidades sociais persistentes no estado:

  • Gênero: A desocupação entre as mulheres é de 7,9%, enquanto a dos homens é de 5,7%;
  • Raça: A taxa para pessoas pretas atinge 10,4%, superando a média estadual, enquanto entre brancos o índice é de 4,2% e pardos 6,7%;
  • Renda e a força do setor privado

O bolso do trabalhador acreano sentiu um reflexo positivo no final de 2025. O rendimento médio real foi estimado em R$ 2.964, o que representa um aumento real de 9,8% em relação ao mesmo período de 2024. Esse avanço impulsionou a massa de rendimento real habitual para R$ 936 milhões.

No entanto, a qualidade das ocupações ainda desafia a economia local. A taxa de informalidade no Acre atingiu 45,2%, englobando cerca de 146 mil pessoas que atuam sem carteira ou registro formal. No setor privado, o percentual de empregados com carteira assinada fechou o trimestre em 59,1% , enquanto 18,7% da população ocupada trabalha por conta própria.

Mesmo com o otimismo dos números principais, uma parcela da população ainda encontra dificuldades para se inserir plenamente no mercado. A taxa de subutilização – que inclui desocupados e pessoas que trabalham menos do que gostariam – ficou em 17,9% no trimestre. Já o percentual de pessoas em situação de desalento (aquelas que desistiram de procurar emprego por falta de esperança no mercado) foi de 6,5%.

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