CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e tem confusão generalizada

Sessão desta quinta-feira (26) termina em tumulto após votação em bloco de requerimentos; base do governo acusa presidente da comissão de seletividade

Confusão na CPMI do INSS após quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Confusão durante a CPMI doI INSS (Foto: Reprodução/TV Senado)

A manhã desta quinta-feira (26/2) foi marcada por cenas de tensão e bate-boca no Congresso Nacional. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, de forma conjunta, dezenas de requerimentos que incluem a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

A aprovação ocorreu em meio a um racha profundo entre a oposição, que defendeu a análise célere dos pedidos em bloco, e a base governista, que tentou barrar a medida alegando falta de critério técnico. O resultado da votação foi o estopim para uma confusão generalizada que tomou conta do auditório, interrompendo os trabalhos momentaneamente.

Entenda a Polêmica na Votação

O foco do conflito foi o método utilizado para a deliberação. Enquanto a maioria optou por apreciar os pedidos de uma só vez, parlamentares aliados ao Planalto protestaram contra a condução do senador Carlos Viana (Podemos-MG).

  • Acusações de Seletividade: Governistas afirmam que o presidente da CPMI estaria protegendo figuras ligadas ao bolsonarismo ao omitir outros requerimentos da pauta.

  • Reação Imediata: Assim que a quebra de sigilo de Lulinha foi confirmada, gritos e discussões ríspidas entre senadores e deputados inviabilizaram a continuidade da leitura da ata.

  • Impacto da Decisão: Com os sigilos quebrados, a comissão terá acesso a movimentações financeiras e fiscais detalhadas do empresário.

Próximos Passos da Investigação

A decisão coloca o nome de Lulinha no centro das investigações que apuram supostas irregularidades e fraudes no âmbito do INSS. A defesa do empresário ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão da comissão.

A oposição celebra a aprovação como um avanço nas investigações, enquanto o governo estuda recorrer da decisão, alegando que a votação em bloco fere o regimento interno e não permite a ampla defesa sobre cada requerimento individual. O clima em Brasília permanece instável, com novas convocações previstas para a próxima semana.

Fonte: Brasil 247

Redigido por: ContilNet

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