Após a influenciadora Virginia Fonseca revelar que a filha Maria Alice foi diagnosticada com enxaqueca, o tema ganhou destaque e levantou dúvidas sobre a condição, que muitas vezes é confundida com uma simples dor de cabeça, mas envolve um quadro clínico bem mais complexo.
- Virginia revela diagnóstico de Maria Alice; veja vídeo
A enxaqueca é uma doença neurológica crônica, caracterizada por crises recorrentes de dor intensa, geralmente pulsátil, que pode durar de horas a vários dias. Diferentemente de dores comuns, ela costuma vir acompanhada de outros sintomas que impactam diretamente a rotina do paciente.
Segundo a neurologista Dra. Amaal Starling, especialista em cefaleias, a enxaqueca vai além da dor.
“A enxaqueca é uma doença neurológica, muitas vezes de origem genética, que pode provocar sintomas incapacitantes e afetar significativamente a qualidade de vida, inclusive em crianças.”
Durante as crises, é comum a presença de náuseas, vômitos, sensibilidade à luz, ao som e até a cheiros. Em alguns casos, o paciente apresenta a chamada aura, que inclui alterações visuais, como pontos luminosos ou visão embaçada, além de formigamentos e dificuldade momentânea de concentração.
A neurologista Dra. Huma Sheikh, em análises clínicas sobre o tema, explica que o cérebro da pessoa com enxaqueca reage de forma diferente a estímulos.
“A enxaqueca não é causada apenas por tensão ou estresse. Ela envolve alterações na atividade cerebral e nos neurotransmissores, o que explica a intensidade e a repetição das crises.”
O diagnóstico é feito principalmente a partir do histórico clínico e da descrição detalhada dos sintomas. Não existe um exame específico que confirme a enxaqueca, mas exames complementares podem ser solicitados para descartar outras doenças neurológicas, especialmente quando os sintomas surgem ainda na infância.
Especialistas apontam que fatores genéticos, alterações hormonais, noites mal dormidas, estresse, jejum prolongado e até alguns alimentos podem atuar como gatilhos para as crises. Em crianças, o impacto pode ser ainda maior, afetando o rendimento escolar, o humor e a rotina familiar.
Para o neurologista Dr. William Graf, referência em neurologia pediátrica, o acompanhamento é essencial.
“Quando diagnosticada cedo, a enxaqueca pode ser controlada com orientação médica, ajustes na rotina e, quando necessário, tratamento medicamentoso adequado à idade.”
O caso de Maria Alice chama atenção justamente para a importância de não minimizar queixas recorrentes de dor de cabeça, principalmente em crianças. A enxaqueca é uma condição real, reconhecida pela medicina, e que exige acompanhamento contínuo, individualizado e atento aos sinais do corpo.
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