Uma gata atacada com facão morreu após ser vítima de um ataque brutal com um golpe de facão no distrito de Nova Conquista, em Vilhena, no interior de Rondônia. O caso ocorreu no último sábado (31) e está sendo investigado como crime de maus-tratos contra animais, conforme a legislação ambiental brasileira.
De acordo com informações da Polícia Militar, o animal foi encontrado com ferimentos graves na região das costas. A gravidade das lesões indicava o uso de um objeto cortante, compatível com um facão, o que chamou a atenção das autoridades pelo nível de violência envolvido no episódio de maus-tratos.
A gata chegou a ser socorrida e encaminhada para atendimento veterinário, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo o médico veterinário Alex Machado, responsável pelo atendimento, o golpe atingiu diretamente o pulmão do animal, causando um quadro irreversível. O profissional destacou que a lesão era profunda e incompatível com acidentes domésticos ou brigas entre animais, reforçando a suspeita de maus-tratos intencionais.
O tutor da gata prestou depoimento à polícia e relatou que o animal tinha comportamento dócil e permanecia a maior parte do tempo dentro da residência. Segundo ele, a gata não apresentava histórico de agressividade nem costumava circular livremente pela rua, o que afasta a possibilidade de uma reação defensiva e fortalece a hipótese de crime premeditado de maus-tratos.
Ainda conforme o relato do tutor, esta não teria sido a primeira ocorrência de violência contra animais na região. Em menos de uma semana, outro gato teria sido atacado de forma semelhante no mesmo distrito, levantando a suspeita de reincidência dos maus-tratos. A polícia agora investiga se os casos estão relacionados e se há um possível autor agindo de forma recorrente.
A Polícia Civil assumiu a investigação e trabalha para identificar o responsável pelo ataque. Até o momento, nenhum suspeito foi preso, mas diligências estão em andamento, incluindo coleta de informações com moradores da região e análise de possíveis denúncias anteriores envolvendo maus-tratos a animais.
De acordo com a legislação brasileira, os crimes de maus-tratos contra animais são previstos na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98). Desde a atualização da norma, a pena para quem pratica maus-tratos contra cães e gatos pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais. Quando o crime resulta em morte, como neste caso, a punição pode ser agravada.
Especialistas alertam que episódios de maus-tratos contra animais costumam ser um sinal de alerta para comportamentos violentos mais amplos. Organizações de proteção animal reforçam a importância de denunciar qualquer suspeita de agressão, para que as autoridades possam agir de forma rápida e preventiva.
A Polícia orienta que informações que possam ajudar na identificação do autor dos maus-tratos sejam repassadas de forma anônima pelos canais oficiais de denúncia. O caso segue sob investigação.
Casos de violência extrema contra animais, como ataques com facão, têm gerado preocupação entre moradores de Vilhena e autoridades locais. Especialistas alertam que episódios de maus-tratos desse tipo não devem ser tratados como situações isoladas, pois costumam indicar padrões de comportamento violento.

Gata ferida por facão em RO — Foto: Reprodução
A Polícia reforça que denúncias de agressões cometidas com facão ou outros objetos cortantes contra animais devem ser comunicadas imediatamente. Informações da população podem ser decisivas para identificar suspeitos e evitar novos casos semelhantes na região.
Organizações de proteção animal destacam que a colaboração da comunidade é fundamental no combate aos maus-tratos. Ao perceber qualquer sinal de violência, como ferimentos compatíveis com golpes de facão, a orientação é acionar as autoridades competentes e registrar boletim de ocorrência.
O caso segue sob investigação e pode contribuir para reforçar ações de conscientização sobre a importância da proteção animal e da punição rigorosa para crimes praticados com crueldade.
Fonte: G1
Redigido por: ContilNet Notícias
