O Acre pode se tornar sede de uma indústria internacional de biofertilizantes, a partir de uma articulação entre empresários da Rússia, o governo do Estado e a Universidade Federal do Acre (Ufac). A proposta envolve a instalação de uma planta industrial, além da criação de um laboratório ou instituto tecnológico voltado ao desenvolvimento de fertilizantes orgânicos adaptados ao solo amazônico.

Agenda de trabalho na Ufac reuniu organismos de governo para tratativas sobre parcerias público privadas, iniciadas em novembro com a visita de representantes do Acre a Rússia, na missão organizada pela Câmara Brasil-Rússia. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom
A iniciativa foi discutida durante uma agenda realizada na Ufac com representantes da Associação de Produtores de Fertilizantes Orgânicos da Rússia, entidade que reúne mais de 300 empresas e mantém parcerias com universidades e centros científicos russos. O interesse é produzir no Acre biofertilizantes, bioinsumos e tecnologias sustentáveis voltadas tanto para o mercado interno quanto para exportação.
Além da indústria, os russos demonstraram interesse em estruturar no estado um centro de pesquisa e desenvolvimento, utilizando a mão de obra local qualificada. A universidade entraria como braço científico da parceria, envolvendo professores, pesquisadores e estudantes no desenvolvimento de novos produtos.
A proposta aposta na combinação entre ciência, tecnologia e conhecimento tradicional, com foco na bioeconomia amazônica. A ideia é desenvolver soluções que reduzam a dependência de fertilizantes químicos, fortaleçam a produção rural e ampliem o uso de insumos sustentáveis na agricultura.
A aproximação entre Acre e Rússia não é recente. As tratativas começaram ainda em novembro do ano passado, quando representantes do estado participaram de uma missão internacional organizada pela Câmara de Comércio Brasil–Rússia.
