A Justiça do Acre decidiu manter a prisão temporária de três jogadores do Vasco da Gama-AC investigados por suspeita de estupro coletivo no alojamento do clube, em Rio Branco. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (18). Ao ContilNet, a defesa informou que vai ingressar com pedido de habeas corpus para tentar reverter a medida.
Tiveram a prisão temporária mantida os atletas Alex Pires Júnior (Lekinho), Matheus Silva e Brian Peixoto Henrique Iliziario. Eles devem permanecer detidos por até 40 dias. Já Erick Luiz Serpa Santos Oliveira segue preso preventivamente desde domingo (15), quando a prisão em flagrante foi convertida pela Justiça.
Durante a audiência, de acordo com a defesa, o juiz não analisou o mérito das acusações, mantendo a decisão anterior que decretou as prisões temporárias. De acordo com o advogado Atevaldo Santana, que representa Matheus Silva e Brian Peixoto, houve uma “medida arbitrária”.
“Não existem provas nos autos de que eles participaram de qualquer ato contra as mulheres. Diante disso, vamos ingressar ainda hoje com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça para que seja revista essa decisão”, afirmou o advogado.
A defesa de Alex Pires Júnior também informou que prepara habeas corpus, tanto junto ao Tribunal de Justiça quanto ao juízo que decretou a prisão, com o objetivo de obter a revogação da medida.
Os quatro atletas são investigados por suposto estupro de duas mulheres ocorrido na última sexta-feira (13), no alojamento do clube, na capital acreana. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas relataram que foram ao local para um encontro consensual, mas que teriam sido submetidas a abusos posteriormente. O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que conduz as investigações.
