O preço da lata da castanha-do-brasil voltou a registrar queda em Sena Madureira nas últimas semanas, reflexo da grande quantidade do produto disponível no mercado regional. Após alcançar o valor de R$ 125, a lata passou a ser comercializada por cerca de R$ 100, gerando preocupação entre extrativistas que dependem da atividade como principal fonte de renda.

Em 2025, por exemplo, a lata da castanha chegou a ser vendida por até R$ 250 | Foto: Reprodução
De acordo com especialistas do setor, a redução no preço está diretamente ligada à alta produção registrada neste período, tanto no Acre quanto na Bolívia, país vizinho e um dos maiores produtores da castanha. A soma da safra abundante nos dois lados da fronteira aumentou a oferta, pressionando os valores pagos aos coletores. A queda se torna ainda mais significativa quando comparada aos preços praticados em anos anteriores. Em 2025, por exemplo, a lata da castanha chegou a ser vendida por até R$ 250, impulsionada pela menor produção e maior demanda no mercado nacional e internacional.
Mesmo com o valor abaixo do esperado, muitas famílias de Sena Madureira continuam na floresta realizando a coleta do produto. Para esses trabalhadores, a castanha segue sendo uma alternativa essencial de subsistência, garantindo renda, ainda que reduzida, durante o período da safra.
Lideranças locais destacam que o cenário evidencia a vulnerabilidade econômica do extrativismo, que depende fortemente de fatores como clima, volume de produção e mercado externo. Ainda assim, a atividade permanece fundamental para a economia rural do município, movimentando comunidades, gerando empregos temporários e fortalecendo a relação sustentável com a floresta.
Especialistas defendem que investimentos em beneficiamento, armazenamento e políticas de valorização do produto poderiam ajudar a reduzir os impactos das oscilações de preço, assegurando maior estabilidade financeira às famílias extrativistas da região.
