A expedição de 1.500 km pela Rodovia Transamazônica ganhou um capítulo inesperado na chegada a Manaus. O biólogo Richard Rasmussen e sua equipe foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal durante uma fiscalização envolvendo o uso do UTV na rodovia federal.
A abordagem ocorreu porque, segundo a legislação brasileira de trânsito, veículos do tipo UTV (Utility Task Vehicle) não são permitidos para circulação regular em rodovias federais. Esses veículos são classificados como utilitários off-road, voltados para uso em trilhas, propriedades rurais ou terrenos específicos, e não atendem às exigências para tráfego contínuo em estradas federais — como requisitos específicos de segurança e registro conforme as normas do Código de Trânsito Brasileiro e regulamentações do Contran.
Apesar do contratempo e da fiscalização, a expedição foi concluída. Richard percorreu o trajeto proposto, enfrentando lama, atoleiros e trechos críticos da BR-230 com o objetivo declarado de dar visibilidade às condições da estrada que liga Manaus ao restante do país.
A chegada à capital amazonense transformou tensão em celebração. O biólogo foi recebido por centenas de manauaras no espaço da Feira Municipal, em um encontro marcado por aplausos, fotos e discursos emocionados. A mobilização popular mostrou o impacto que a jornada teve nas redes sociais, onde vídeos da travessia viralizaram ao expor a realidade da infraestrutura da Transamazônica.
Durante o evento, Richard agradeceu o apoio e reforçou que a missão da viagem foi cumprida: provocar debate público sobre a situação da rodovia e a necessidade de soluções estruturais. E não parou por aí. Em um vídeo de agradecimento, ele anunciou que, em dois meses, pretende iniciar uma nova expedição.
Qual será o próximo destino? Pantanal na cheia? Travessia por outra rodovia histórica? Ou uma jornada internacional mostrando desafios ambientais fora do Brasil? Se depender do histórico de aventuras de Richard Rasmussen, vem mais desafio extremo por aí — e, claro, mais discussão importante no meio do caminho.
Veja o vídeo:
