Dados do painel do Ministério da Saúde apontam que o Acre contabiliza, até o momento, 22 casos de vírus sincicial respiratório (VSR) em 2026. O número coloca o VSR como o vírus de maior circulação no estado neste ano.
De acordo com o levantamento, também foram registrados 9 casos de Influenza A (H1N1), 1 caso de Influenza A (H3N2) — responsável por um óbito —, 14 casos de Influenza não subtipada, 11 de Adenovírus, 11 de Covid-19, 6 de Metapneumovírus, 1 de Parainfluenza e 19 de Rinovírus.
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O epicentro dos casos de infecção por VSR está no município de Cruzeiro do Sul, com 8 casos da doença, seguido de Rio Branco, com 5.
O avanço das infecções por VSR mantém as autoridades de saúde em alerta. O vírus é responsável por infecções respiratórias, como bronquiolite e pneumonia, atingindo principalmente recém-nascidos e crianças menores de 2 anos. Os quadros tendem a ser mais graves nos primeiros seis meses de vida, especialmente entre prematuros e crianças com comorbidades, como cardiopatias congênitas ou doença pulmonar crônica da prematuridade.
Um boletim divulgado na última quinta-feira (12) pelo InfoGripe, da Fiocruz, também confirma o aumento das infecções por VSR no Acre.
Segundo a instituição, os casos de VSR seguem em crescimento no estado, mantendo as ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças pequenas em patamar elevado.
“Além disso, no Acre e no Amazonas, o aumento de SRAG se concentra entre os idosos a partir dos 65 anos e em adultos de 50 a 64”, afirma a pesquisadora do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, Tatiana Portella.
A pesquisadora destaca ainda que o crescimento dos casos de SRAG entre idosos no Acre é um padrão característico da Covid-19, mas pondera que ainda não há dados laboratoriais suficientes para confirmação.
“O VSR continua aumentando no Acre, mantendo os casos de SRAG em crianças pequenas em um patamar alto. A Influenza A, que geralmente impulsiona o aumento de SRAG em jovens, adultos e idosos, já mostra sinais de desaceleração no Acre e no Amazonas”, conclui.

