O mercado global de energia entrou em estado de choque nesta quinta-feira (19/03). Em uma retaliação direta à ofensiva sofrida no campo de gás South Pars, o Irã intensificou seus ataques no Golfo Pérsico, atingindo centros nevrálgicos de produção de petróleo e gás no Kuwait e no Catar.
As investidas, realizadas com drones e mísseis de precisão, provocaram incêndios de grandes proporções, mas, segundo as autoridades locais, não há registro de feridos até o momento.
Ataques no Kuwait: Mina al-Ahmadi e Mina Abdullah
Na manhã de hoje, a Kuwait Petroleum Corporation confirmou que drones atingiram as refinarias de Mina al-Ahmadi e Mina Abdullah. As explosões interromperam parcialmente as operações, e as medidas de segurança em todo o país foram elevadas ao nível máximo.
“Uma das unidades operacionais foi atingida, mas as equipes de emergência conseguiram conter as chamas”, informou a estatal.
Catar sob Fogo: Ras Laffan
A escalada não parou no Kuwait. O Ministério da Defesa do Catar relatou que a Cidade Industrial de Ras Laffan, o principal hub energético do país, foi alvo de mísseis iranianos durante a noite de quarta-feira.
Com informações do Metrópoles.
A QatarEnergy reportou “danos extensos” na infraestrutura, embora o fornecimento global de GNL (Gás Natural Liquefeito) ainda esteja sendo monitorado para possíveis cortes.
Impacto Imediato: Petróleo e Gasolina em Alta
Como consequência direta dos ataques, os preços do barril de petróleo e do gás natural dispararam nas bolsas internacionais. No Brasil, o reflexo já é sentido em refinarias privadas, como a de Mataripe, na Bahia, que anunciou reajustes de até 20% no diesel e 7,4% na gasolina, prevendo um cenário de escassez ou custos de importação elevados.
O Contexto da Escalada
A ofensiva iraniana é uma resposta ao ataque sofrido na quarta-feira (18/03) contra o campo de South Pars, a primeira agressão direta à infraestrutura energética do Irã desde o início do conflito.
Analistas geopolíticos alertam que o alvo em países vizinhos e aliados dos EUA como Bahrein, Kuwait e Catar sinaliza que o Irã está disposto a paralisar o fluxo energético mundial para exercer pressão política.
