A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará na próxima terça-feira (17) uma oficina virtual voltada a organizações de povos e comunidades tradicionais, indígenas, agricultores familiares e entidades da sociedade civil interessadas em participar do projeto Florestas e Comunidades: Amazônia Viva.
O encontro será realizado a partir das 15h (horário de Brasília) e tem como objetivo orientar os participantes sobre a elaboração de propostas para a chamada pública do programa. Durante a atividade, a equipe técnica da Conab deve esclarecer dúvidas relacionadas ao processo de inscrição, documentação necessária e preenchimento correto dos formulários exigidos no edital.
A oficina também irá apresentar as principais diretrizes para submissão das propostas, detalhando critérios de participação e os tipos de projetos que podem ser contemplados. As organizações participantes poderão apresentar questionamentos e receber orientações para aprimorar suas propostas.
A atividade integra um ciclo de cinco oficinas on-line voltadas ao público da Amazônia Legal. A primeira ocorreu no início de março. As próximas estão previstas para os dias 24 de março, destinada ao Amazonas; 31 de março, para Pará e Maranhão; e 7 de abril, voltada a Rondônia, Mato Grosso e Tocantins.
Projeto Amazônia Viva
O projeto Florestas e Comunidades: Amazônia Viva é resultado de uma parceria entre a Conab, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
A iniciativa contará com recursos de R$ 80 milhões provenientes do Fundo Amazônia para fortalecer a produção sustentável de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na Amazônia Legal.
A expectativa é apoiar ao menos 32 propostas, com valores entre R$ 500 mil e R$ 2,5 milhões. Os projetos poderão ser executados nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.
As propostas devem contribuir para ampliar a oferta de alimentos e produtos da sociobiodiversidade, além de melhorar condições de logística, beneficiamento, processamento, armazenamento e capacidade produtiva das comunidades participantes.
Entre as ações que poderão ser financiadas estão assistência técnica e extensão rural, consultorias especializadas, obras civis e instalações, melhorias logísticas, bolsas de pesquisa e extensão, estágios e aquisição de máquinas, equipamentos e insumos.
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O edital é direcionado a redes e organizações individuais, como cooperativas e associações da agricultura familiar, povos indígenas, comunidades quilombolas, extrativistas, pescadores artesanais e organizações da sociedade civil com atuação comprovada na região.
A seleção priorizará projetos com maior número de beneficiários, protagonismo feminino, participação de jovens e atuação em cadeias produtivas ligadas à sociobiodiversidade. A iniciativa busca enfrentar desafios históricos enfrentados por comunidades que produzem de forma sustentável, mas enfrentam dificuldades relacionadas à infraestrutura, transporte, exigências sanitárias e acesso a mercados.
