A reinauguração do Palácio Rio Branco, nesta sexta-feira (20), foi marcada por um discurso de balanço e simbolismo histórico. O governador Gladson Cameli classificou a entrega como um marco de sua gestão e falou em sentimento de dever cumprido.
“É missão cumprida. Não foi só o Palácio que revitalizamos, mas vários órgãos do Estado que estavam em situação precária”, afirmou.
A obra contou com investimento de R$ 3.832.165 e integra um conjunto de ações voltadas à recuperação de prédios públicos e valorização do serviço público. Segundo o governador, a iniciativa também busca melhorar as condições de trabalho dos servidores. “Foi uma forma de valorizar o servidor, dando condições adequadas de trabalho”, destacou.
Ao falar sobre o significado do prédio, Gladson reforçou o peso simbólico do espaço para a identidade acreana. “O Palácio Rio Branco representa o Acre. Você vê uma foto dele em qualquer lugar do Brasil ou do mundo e sabe que é o nosso estado”, disse.
O governador também enfatizou o papel do local como instrumento de aproximação entre a população e a própria história. “O sentimento é de que o acreano possa conhecer mais a sua história. Aqui, por exemplo, temos a primeira bandeira do Estado. É um espaço que precisa ser vivido”, pontuou.
Durante a fala, ele ainda mencionou um desejo que não conseguiu concretizar na revitalização. “Eu queria ter encontrado um dos primeiros carros oficiais de governador para restaurar e colocar aqui, mas não foi possível”, revelou.
Apesar das movimentações políticas em curso, Gladson evitou tratar o momento como despedida. “Não estou dando adeus à política, é só um até logo. O futuro a Deus pertence”, declarou.
Ele também rebateu a ideia de distanciamento do Palácio ao longo do mandato. “Eu escolhi despachar aqui. Foi uma forma de manter a presença do governo mais próxima da população”, afirmou.

