A partir desta quarta-feira, 4 de março, começa a contar o prazo final para que governadores e prefeitos deixem seus cargos caso queiram concorrer a outros postos nas eleições deste ano. Pela legislação eleitoral brasileira, o dia 4 de abril é a data-limite para a desincompatibilização.
No Acre, dois dos principais nomes da política local estão diretamente envolvidos nessa regra: o governador Gladson Camelí e o prefeito de Rio Branco Tião Bocalom.
Gladson pretende disputar uma vaga ao Senado Federal. Para isso, precisa renunciar ao governo até o início de abril. Caso confirme a saída, quem assume o comando do Estado é a vice-governadora Mailza Assis, que passa a exercer o mandato até o fim do período.
VEJA MAIS: Após deixar o PL, Bocalom já está em Brasília e se reúne com Aécio para discutir filiação ao PSDB
Em Rio Branco, Bocalom também terá que deixar o cargo se mantiver o plano de disputar o governo do Estado. Com a eventual renúncia do prefeito, o vice-prefeito Alysson Bestene assume a administração municipal.
A regra da desincompatibilização está prevista na legislação eleitoral e estabelece prazos específicos para que ocupantes de cargos no Executivo possam concorrer a outras funções, evitando o uso da estrutura administrativa em benefício de candidaturas.
Com o calendário avançando, os próximos 30 dias serão decisivos para a definição oficial dos movimentos de Gladson e Bocalom no cenário eleitoral acreano.

