A atividade informal tem se tornado uma das principais preocupações dos empresários do comércio em Rio Branco. Pelo menos, é o que aponta uma pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio-AC), que aponta que 68% dos empreendedores do setor veem a informalidade como um fator que fragiliza o mercado formal na capital.
O levantamento foi realizado com 104 empresários do comércio local e divulgado ainda nesta sexta-feira (13). Conforme o estudo, muitos trabalhadores têm migrado para atividades informais, movimento associado tanto à busca por aumento de renda quanto à influência de benefícios sociais.
Segundo os empresários entrevistados, a informalidade acaba criando uma concorrência desigual, já que empresas formalizadas precisam arcar mensalmente com tributos e encargos trabalhistas, enquanto parte dos trabalhadores atua fora dessas obrigações.
O cenário também aparece associado às dificuldades econômicas enfrentadas pelo setor. De acordo com os empresários, fatores como juros elevados e inflação, mesmo que sob controle, dificultam a reposição de estoques, o pagamento de fornecedores e a manutenção dos negócios.
Apesar do contexto desafiador, o comércio de Rio Branco segue buscando alternativas para manter postos de trabalho. A pesquisa mostra que 61,2% dos empresários afirmam não ter preferência por gênero no momento da contratação, enquanto 57,3% dizem que a idade também não é um fator determinante para a contratação.
