O líder espiritual do povo Ashaninka, Benki Piyãko, que vive no Acre, foi anunciado como vencedor do Prêmio Niwano da Paz, uma das mais importantes honrarias internacionais voltadas à promoção da paz e do diálogo entre culturas e religiões.
A premiação é concedida pela Fundação Niwano da Paz, no Japão, que destacou a atuação do líder indígena na defesa dos territórios tradicionais, na preservação da cultura dos povos originários e no desenvolvimento de iniciativas voltadas à proteção da floresta amazônica. A cerimônia de entrega está marcada para o dia 12 de maio, em Tóquio, e inclui um prêmio de 20 milhões de ienes, valor equivalente a cerca de R$ 654 mil.
Reconhecido por seu trabalho ambiental e cultural, Benki Piyãko atua há mais de uma década em projetos de reflorestamento, educação e fortalecimento das comunidades indígenas. Ele é fundador do Instituto Yorenka Tasorentsi e também idealizou a Conferência Indígena de Ayahuasca, iniciativas voltadas à valorização dos saberes tradicionais e à mobilização de jovens indígenas para a preservação da Amazônia.
Em entrevista ao O Globo, sobre o reconhecimento internacional, o líder relembrou que seu envolvimento com a defesa da floresta começou ainda na infância, na década de 1980, ao acompanhar familiares na luta pela demarcação do território indígena. Segundo ele, essas experiências ajudaram a fortalecer sua visão sobre a importância de proteger a terra, a cultura e a espiritualidade dos povos originários.
Para a fundação japonesa, o trabalho desenvolvido por Benki também tem contribuído para ampliar a cooperação internacional no enfrentamento das crises climática e ambiental, reforçando o papel dos povos indígenas na proteção da Amazônia e na construção de soluções sustentáveis para o planeta.
