Dados repassados por autoridades de saúde apontam que cerca de 150 pessoas estão atualmente em tratamento contra hepatites virais no município de Sena Madureira, no interior do Acre. Os números acendem um alerta no sistema de saúde local, já que a doença pode evoluir de forma silenciosa e causar complicações graves quando não diagnosticada e tratada adequadamente.
Somente no ano de 2025, aproximadamente 15 novos casos foram diagnosticados no município. Diante desse cenário, profissionais da área de saúde reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da realização de testes rápidos, que são oferecidos gratuitamente nas unidades de saúde. As hepatites virais são inflamações no fígado causadas por vírus, sendo os tipos mais comuns A, B e C. Em muitos casos, a doença pode não apresentar sintomas no início, o que contribui para que muitas pessoas convivam com o vírus sem saber.
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Entre os principais sintomas estão cansaço excessivo, febre, mal-estar, enjoo, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e coloração amarelada na pele e nos olhos, conhecida como icterícia. Em estágios mais avançados, a doença pode provocar danos graves ao fígado, como cirrose e até câncer hepático.
A prevenção é considerada uma das principais formas de combate à doença. No caso das hepatites A e B, existem vacinas disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Já para a hepatite C, que ainda não possui vacina, a prevenção está relacionada principalmente a evitar o contato com sangue contaminado, não compartilhar objetos perfurocortantes como seringas, lâminas de barbear e alicates de unha, além do uso de preservativos nas relações sexuais.
O tratamento varia de acordo com o tipo da hepatite. Em alguns casos, o acompanhamento médico e o uso de medicamentos antivirais podem controlar a doença e até levar à cura, especialmente nos casos de hepatite C. Já em outras situações, o tratamento busca controlar a evolução da infecção e evitar complicações no fígado.
As autoridades de saúde orientam que a população procure as unidades básicas de saúde para realizar testes, atualizar a carteira de vacinação e receber orientações sobre prevenção, reforçando que o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de tratamento eficaz e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
