O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) concedeu a primeira Licença Ambiental Única para o funcionamento de um criadouro científico de escorpiões destinado à pesquisa. A autorização foi emitida para a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), que poderá manter espécies em ambiente controlado para estudos científicos.
O espaço será utilizado principalmente em pesquisas voltadas ao conhecimento da fauna amazônica e ao avanço de investigações na área da saúde, especialmente relacionadas aos efeitos da peçonha desses animais no organismo humano.
O criadouro científico abrigará quatro espécies de escorpiões: Tityus metuendus, Tityus silvestris, Tityus dinizi e Brotheas amazonicus. A manutenção em laboratório permitirá acompanhar o comportamento dos animais e coletar amostras para pesquisas médicas e biológicas.

Licença autoriza criadouro científico de escorpiões/ Foto: Reprodução
Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a concessão da licença representa um avanço para a produção científica voltada à biodiversidade amazônica.
“É uma honra fazer parte dessa estrutura, principalmente porque estamos abrindo uma alternativa que não atende apenas a um criadouro, mas contribui diretamente para a ciência e para a saúde. Quando falamos de pesquisa, as possibilidades são praticamente ilimitadas”, afirmou.
A gerente de Fauna Silvestre do órgão ambiental, Sônia Canto, destacou que o projeto pode ampliar o conhecimento sobre acidentes com escorpiões e ajudar no desenvolvimento de estudos médicos.
“Esses estudos podem contribuir para a medicina, para o entendimento dos efeitos da peçonha no organismo humano e também para orientar melhor a população sobre como agir ao encontrar um escorpião”, explicou.
Regras do licenciamento
A Licença Ambiental Única concedida ao criadouro possui validade de um ano e estabelece uma série de condicionantes. Entre elas está a apresentação periódica de relatórios detalhando o plantel mantido no local e o cumprimento das normas federais que regulamentam a criação de fauna silvestre para fins científicos.
Qualquer alteração nas atividades ou no número de animais mantidos deverá ser comunicada previamente ao órgão ambiental responsável, garantindo que o funcionamento da estrutura permaneça dentro das exigências legais.
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A expectativa é que a iniciativa contribua para ampliar o conhecimento científico sobre a fauna amazônica e fortaleça pesquisas relacionadas à saúde pública e ao manejo seguro de espécies peçonhentas.
