O Oceano Ártico acaba de revelar um de seus segredos mais impressionantes. Cientistas identificaram um espécime de tubarão-da-Groenlândia com idade estimada em cerca de 400 anos.
A descoberta, que reafirma a espécie como a detentora da maior expectativa de vida entre os vertebrados do planeta, coloca o animal como uma “cápsula do tempo viva”, tendo nascido, possivelmente, por volta de 1627.
O estudo analisou 28 animais da espécie capturados acidentalmente. Para determinar a idade, os pesquisadores utilizaram a técnica de datação por radiocarbono nas lentes oculares, um tecido que se forma no nascimento e não se altera ao longo dos séculos.
O maior indivíduo, com mais de cinco metros, surpreendeu a comunidade científica ao registrar quase quatro séculos de existência.
O segredo da “imortalidade”
A ciência aponta que a longevidade excepcional desses gigantes se deve a um metabolismo extremamente lento, adaptado às águas gélidas e profundas (abaixo de 2.000 metros).
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Crescimento: Eles crescem apenas cerca de 1 cm por ano.
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Maturidade Sexual: Os indivíduos atingem a fase adulta apenas aos 150 anos.
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Reparo Genético: Pesquisas indicam mecanismos únicos de reparo de DNA que combatem o envelhecimento e doenças.
O tubarão-da-Groenlândia habita profundezas geladas, o que favorece seu metabolismo ultra lento | Foto: Divulgação / Science
Um sobrevivente em risco
Apesar de sua resistência biológica, o tubarão-da-Groenlândia enfrenta ameaças modernas. A captura acidental por frotas pesqueiras e as mudanças climáticas que alteram a temperatura do Ártico colocam em risco esses animais que sobrevivem há gerações.
A conservação desses ambientes de águas profundas é considerada vital pelos especialistas, não apenas para proteger a espécie, mas para avançar nos estudos sobre o envelhecimento celular humano e a biologia evolutiva.
Fonte: O Globo
Redigido por ContilNet
