O nome do cantor Amado Batista figurou na atualização mais recente da chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal nesta segunda-feira (6), gerando repercussão imediata. Em resposta, a equipe do artista divulgou uma nota oficial negando veementemente qualquer prática de exploração laboral e classificando as informações do cadastro como “falsas e inverídicas”.
As autuações citadas no documento referem-se ao Sítio Esperança e ao Sítio Recanto da Mata, localizados no município de Goianápolis (GO). De acordo com a assessoria, os fatos narrados pelo Ministério do Trabalho não correspondem à realidade. “Não houve resgate de nenhum trabalhador nas propriedades. Todos os funcionários continuam trabalhando normalmente”, informou o comunicado oficial.
A versão da defesa
Segundo a nota, a fiscalização ocorreu em uma área arrendada pelo cantor para o plantio de milho. As supostas irregularidades foram restritas a quatro trabalhadores contratados por uma empresa terceirizada, responsável por serviços de abertura de terra, e não pelo quadro próprio de funcionários da fazenda.
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A defesa enfatiza que o caso já está sob resolução jurídica. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi firmado junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), com a quitação integral das obrigações trabalhistas exigidas. “Estamos tomando todas as medidas administrativas para o encerramento desses procedimentos de autuação”, declarou a assessoria.
O que é a “lista suja”?
O cadastro, atualizado semestralmente (sempre em abril e outubro) pelo Ministério do Trabalho, tem como objetivo dar transparência a casos em que empregadores foram responsabilizados por submeter pessoas a condições análogas à escravidão. A inclusão no documento pode acarretar restrições de crédito bancário e sanções comerciais para as empresas e pessoas físicas listadas.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades competentes enquanto a defesa do artista busca a retirada definitiva do nome do cadastro oficial.
