Em um movimento de pacificação solicitado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro decidiu colocar um fim público às desavenças com a madrasta, Michelle Bolsonaro. Em entrevista concedida nesta sexta-feira (03/04), o parlamentar adotou um tom afável e estratégico, mirando a união da direita para o próximo ciclo eleitoral.
Michelle no Senado
Eduardo foi enfático ao colocar Michelle como a peça-chave do PL para o Distrito Federal. Segundo ele, o trabalho realizado pela ex-primeira-dama à frente do PL Mulher a consolida como uma força eleitoral incontestável.
“Ela é uma favorita como candidata ao Senado pelo Distrito Federal. E, assim, vai continuar sendo. Da minha parte, não tenho problema nenhum. Um beijo à minha madrasta Michelle. Saudades também”, declarou Eduardo com ironia e leveza.
Alinhamento Interno
O deputado admitiu que discussões ocorrem, mas defendeu que o campo conservador trate as divergências “da maneira mais interna possível”. Para Eduardo, Michelle é um “excelente quadro” que rodou o país e valorizou a pauta feminina dentro do partido.
Com informações do Metrópoles.
Foco no Planalto: Flávio Bolsonaro
A entrevista também serviu para consolidar o nome de Flávio Bolsonaro como o herdeiro político direto para a Presidência da República em 2026. Eduardo apresentou o irmão como a única via para a pacificação jurídica do país:
-
Anistia: Segundo Eduardo, Flávio é o nome capaz de conceder anistia aos “presos políticos”.
-
União da Direita: O objetivo é virar a página do que ele classifica como “tempos sombrios de censura”.
O recado de Eduardo parece ser o início de uma blindagem familiar e partidária, visando evitar que rachas internos prejudiquem o desempenho da oposição nas urnas em outubro de 2026.
