A atualização de abril de 2026 da “lista suja” do trabalho escravo trouxe nomes de peso do entretenimento e da indústria tecnológica.
O cadastro, que dá visibilidade a empregadores flagrados com mão de obra em condições análogas à escravidão, registrou um aumento de 6,28% no número de listados, resultando no resgate de 2.247 trabalhadores em todo o Brasil.
O Caso BYD: Exploração na Fábrica de Camaçari
A montadora chinesa BYD entrou no cadastro após uma operação que resgatou 220 trabalhadores chineses em dezembro de 2024. Eles atuavam na construção da fábrica em Camaçari (BA) em condições degradantes:
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Alojamentos: Locais superlotados, sem higiene e vigiados por seguranças armados.
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Retenção de Documentos: Passaportes eram confiscados para impedir a fuga.
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Acordo Milionário: No fim de 2025, a BYD firmou um acordo de R$ 40 milhões com o MPT-BA, mas o nome foi mantido na atualização de hoje devido à conclusão dos processos administrativos.
Com informações do G1.
O Caso Amado Batista: Autuações em Goiás
O cantor aparece na lista vinculado a duas propriedades em Goianápolis (GO): o Sítio Esperança e o Sítio Recanto da Mata. As autuações de 2024 mencionam 14 trabalhadores em situações irregulares.
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Defesa do Cantor: A assessoria de Amado Batista classificou as informações como “falsas”, afirmando que as irregularidades eram de uma empresa terceirizada de plantio de milho e que todas as obrigações e melhorias habitacionais já foram cumpridas via TAC.
Radiografia da Lista em Abril/2026
Os estados de Minas Gerais (35) e São Paulo (20) lideram o ranking de novos empregadores. As atividades com mais flagrantes foram:
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Serviços Domésticos: 23 casos.
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Criação de Bovinos: 18 casos.
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Cultivo de Café: 12 casos.
Importante: A inclusão na lista ocorre apenas após decisão definitiva, sem possibilidade de recurso. Os nomes permanecem no cadastro por dois anos, a menos que assinem termos de ajustamento e indenização imediata das vítimas.
